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10 princípios para uma nova arquitetura internacional de segurança e desenvolvimento

Em declaração internacional, a atividade alemã Helga Zepp-LaRouche elenca 10 elementos essenciais para uma ordem mundial que garanta a existência duradoura da espécie humana

Redação Schiller Institute
Schiller Institute
Berlim

Tradução:

Tradução: Ana Corbisier

Em 22 de novembro de 2022, lideranças do México realizaram, no Congresso do país, a conferência internacional “Paremos o perigo de uma guerra nuclear já! – Terceiro seminário de dirigentes políticos e sociais do mundo”.

A ativista política alemã Helga Zepp-LaRouche participou do encontro e como contribuição apresentou uma lista de dez princípios que, em sua visão, são fundamentais para uma nova arquitetura internacional de segurança e desenvolvimento.

O novo paradigma que será característico da nova época, e para o qual deve se dirigir a nova arquitetura global de segurança e desenvolvimento, deve, segundo LaRouche, eliminar definitivamente o conceito de oligarquismo, e proceder a organizar a ordem política de tal maneira que possa se realizar o verdadeiro caráter da humanidade como espécie criadora.

Nesse sentido, a também fundadora do Instituto Schiller aponta que suas ideias pretendem ser um elemento de reflexão e de diálogo entre todas as pessoas interessadas em encontrar uma base para uma ordem mundial que garanta a existência duradoura da espécie humana.

A seguir, confira os “Dez Princípios para uma Nova Arquitetura Internacional de Segurança e Desenvolvimento”, de Helga Zepp-LaRouche.

Primeiro: A Nova Arquitetura Internacional de Segurança e Desenvolvimento deve ser uma associação de Estados nacionais plenamente soberanos, baseada nos Cinco Princípios da Coexistência Pacífica e na Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo: A prioridade absoluta deve ser aliviar a pobreza em todas as nações do planeta, o que é facilmente possível se forem utilizadas as tecnologias existentes em benefício do bem comum.

Terceiro: É preciso prolongar ao máximo o potencial da esperança de vida de todas as pessoas, criando sistemas de saúde modernos em todos os países do planeta. Esta é também a única maneira de superar ou evitar as pandemias atuais e futuras.

Quarto: Dado que a humanidade é a única espécie criativa conhecida até agora no universo, e dado que a criatividade humana é a única fonte de bem-estar por meio da descoberta potencialmente ilimitada de novos princípios universais, um dos principais objetivos da nova Arquitetura Internacional de Segurança e Desenvolvimento deve ser proporcionar acesso à educação universal a todas as crianças e adultos. A verdadeira natureza do ser humano é tornar-se uma alma bela, tal como propõe Friedrich Schiller, e a única pessoa que pode cumprir essa condição é o gênio.

Quinto: É preciso reorganizar o sistema financeiro internacional de modo que possa oferecer crédito produtivo para alcançar essas metas. Pode-se tomar como referência o sistema original de Bretton Woods — como era o propósito do Presidente Franklin D. Roosevelt, mas que nunca foi implementado dessa maneira em consequência de sua morte prematura — e as Quatro Leis propostas por Lyndon LaRouche. O objetivo principal deste novo sistema de crédito deve ser aumentar drasticamente o nível de vida, especialmente nas nações do Sul Global e entre os pobres do Norte Global.

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Imagem: IA / Flickr

Sexto: A nova ordem econômica deve concentrar-se em criar as condições necessárias para a indústria e a agricultura modernas, começando com o desenvolvimento de infraestrutura em todos os continentes, de modo que, eventualmente, se conectem por meio de túneis e pontes para se tornarem o que será o Corredor Terrestre Mundial.

Sétimo: A nova arquitetura de segurança global deve eliminar o conceito de geopolítica e pôr fim à divisão do mundo em blocos. É preciso considerar as preocupações de segurança de cada nação soberana. As armas nucleares e outras armas de destruição em massa devem ser proibidas imediatamente. Por meio da cooperação internacional, devem ser desenvolvidos os meios para tornar as armas nucleares tecnologicamente obsoletas, como pretendia originalmente a proposta que ficou conhecida como a Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI, na sigla em inglês), proposta por Lyndon LaRouche e apresentada como oferta à União Soviética pelo Presidente Ronald Reagan.

Oitavo: Antigamente, uma civilização em um rincão do mundo podia sucumbir e o resto do mundo só se inteirava anos depois, devido à magnitude das distâncias e ao tempo necessário para viajar. Agora, pela primeira vez, devido às armas nucleares, às pandemias, à internet e a outros efeitos globais, a humanidade está toda em um mesmo barco. Portanto, não se pode encontrar uma solução para a ameaça existencial da humanidade por meio de arranjos secundários ou parciais; a solução deve ser encontrada no nível desse Um mais elevado, que é superior aos Muitos. Isso requer pensar no nível da Coincidentia Oppositorum, a Coincidência dos Opostos, de Nicolau de Cusa.

Nono: Para superar os conflitos derivados da disputa de opiniões, que é o modo como os impérios mantêm o controle sobre os subordinados, é preciso tornar coesa a ordem econômica, social e política com as leis às quais está sujeito o universo físico. Na filosofia europeia, falava-se disso como o ser dentro do marco da lei natural; na filosofia indiana, como a cosmologia; e em outras culturas podem ser encontradas noções apropriadas. As ciências modernas, como a ciência do espaço, a biofísica ou a ciência da fusão termonuclear, aumentarão continuamente os conhecimentos da humanidade sobre essa legitimidade. Uma coesão similar pode ser encontrada nas grandes obras da arte clássica de diferentes culturas.

Décimo: O pressuposto básico para o novo paradigma é que o homem é fundamentalmente bom e capaz de aperfeiçoar infinitamente a criatividade de sua mente e a beleza de sua alma, sendo a força geológica mais avançada do universo, o que demonstra que as leis da mente e as do universo físico estão em correspondência e coesão, e que todo o mal é resultado de uma falta de desenvolvimento e, portanto, pode ser superado.

Está surgindo uma nova ordem econômica que envolve a enorme maioria dos países do Sul Global. As nações da Europa e os Estados Unidos não devem lutar contra esse esforço, mas sim, unindo suas mãos às dos países em desenvolvimento, cooperar para forjar a próxima época do desenvolvimento da espécie humana, para que se transforme em um renascimento das expressões mais elevadas e nobres da criatividade!

Vamos criar, portanto, um movimento internacional de Cidadãos do Mundo, que trabalhem juntos para forjar a próxima fase da evolução da humanidade, a nova época! Cidadãos do Mundo de todos os países, uni-vos!


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação Schiller Institute

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