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Disputa pré-eleitoral esquenta na República Dominicana após resultado das primárias

Dois partidos escolheram seus candidatos neste domingo; no oficialista PLD, diferença foi de menos do que 1%

Redação Diálogos do Sul

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São Paulo (SP) (Brasil)

O cenário eleitoral da República Dominicana começou a ser definido para 2020. Isso porque o país celebrou, neste domingo (6), o processo de eleições primárias para definir os candidatos dos dois maiores partidos do país: o oficialista Partido da Liberação Dominicana (PLD) e o opositor Partido Revolucionário Moderno (PRM).

A votação das primárias, até então inédita no país, ao contrário do que ocorre na Argentina, não é obrigatória e cada partido define a forma de participação. O PRM  teve votação fechada para militantes e o PLD optou pelo padrão aberto.

A noite de domingo e a manhã desta segunda (7) foi marcada por grande emoção no PRM, que teve uma apuração super acirrada. De acordo com a Junta Central Eleitoral (JCE), Leonel Fernández obteve 48,19% dos votos e Gonzalo Castillo, 47,59%.

Durante a divulgação dos resultados, Castillo chegou a passar na frente de Fernández algumas vezes, o que fez com que este tenha declarado não reconhecer o resultado eleitoral em caso de derrota. Ato que aparentemente virou moda nos últimos tempos.

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Dominicanos votam em primárias

Mas quem é quem nessa disputa?

Leonel Fernández

Leonel Fernández foi presidente da República Dominicana em três ocasiões. Entre 1996 e 2000 e entre 2004 e 2012. 

Ele representa uma oposição dentro do partido ao atual mandatário, Danilo Medina e promete que, se voltar a comandar a nação, vai manter a estabilidade e o crescimento econômico dos últimos anos. 

Gonzalo Castillo

Gonzalo Castillo era o candidato oficial de Medina e foi seu ministro das Obras Públicas.

Fernández e Castillo concorreram com Maritza Hernández, Melanio Paredes e Manuel Crespo.

Luis Abinader

Candidato pelo PRM, Luis Abinader foi o indicado da militância para disputar o pleito de 2020 com Fernández.

Ele disputou as internas com o ex-presidente Hipólito Mejía, Wellington Arnaud, José Rafael Bueno, Ramón Burgos e Ramón Emílio Concepción.

Primárias

No caso do PLD as candidaturas foram submetidas a 7.422.416 votantes e no PRM, 1.296.483. 

Nas eleições concorreram 10.881 pré-candidatos; desses, o PLD apresentou cinco para presidente, 101 para senadores, 606 para deputados, 490 para prefeitos, 643 para diretores, 3.027 para regedores e 1.747 para vereadores. 

Da mesma forma, pelo PRM foram seis para presidente, quatro para senadores, 237 para deputados, 249 para prefeitos, 396 diretores, dois mil 139 regedores e 1.231 vereadores. 

Gastos milionários

Há poucos dias foram divulgados os gastos de pré-campanha dos pré-candidatos. 

Já foram gastos US$ 10,2 milhões de uns US$ 12 milhões recebidos por diversas vias.

Os que receberam mais recursos foram Castillo e Fernández. O primeiro declarou contribuições de US$ 5,7 milhões e o segundo de  US$ 4,8 milhões.

Os recursos dos pré-candidatos no PRM foram de US$ 1,2 milhões e os gastos de US$ 1 milhão, enquanto Abinader foi quem mais recebeu e utilizou. 

*Com informações de Desacato.info e Prensa Latina

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