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Espanha | Begoña Gómez, esposa de Pedro Sánchez, é acusada de peculato e pode enfrentar júri popular

Juiz propõe júri popular para julgar Begoña Gómez por peculato. Esposa do presidente espanhol, Pedro Sánchez, é investigada por uso ilícito de recursos públicos

Armando G. Tejeda
Diálogos do Sul Global
Madri

Tradução:

O juiz Juan Carlos Peinado propõe que um júri popular julgue Begoña Gómez, esposa do presidente do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, por um suposto delito de peculato.

Caso o processo avance, também se sentam no banco dos réus sua assessora e amiga, Cristina Álvarez, e o atual delegado do governo em Madri, Francisco Martín.

A decisão do juiz será submetida à Audiência Provincial de Madri e, se houver respaldo, será marcada a data do julgamento.

Gómez é investigada por cinco delitos: peculato, corrupção nos negócios, tráfico de influências e apropriação indébita.

No entanto, apenas o de peculato é proposto pelo juiz para ser julgado por um júri popular — figura habitual no sistema penal espanhol, sobretudo em crimes relacionados ao uso ilícito de recursos públicos.

Na decisão judicial, o magistrado sustenta que existem “indícios racionais, fundados e sólidos da prática de delitos” após as diligências e investigações conduzidas sob sua responsabilidade.

Ele foi designado pelo governo e por outros magistrados para realizar uma “investigação prospectiva”, método que beira a prevaricação no sistema de garantias da Justiça espanhola.

Gómez, Álvarez e Martín devem comparecer diante do juiz no próximo sábado, às 18h, para receber pessoalmente a notificação da instrução, conforme estabelece a legislação.

O juiz atribui o crime de peculato à contratação de Cristina Álvarez como assessora pelo gabinete da Presidência do Governo.

Segundo a denúncia, suas funções eram assistir Begoña Gómez em atividades públicas ligadas aos compromissos institucionais do cargo de seu marido.

No entanto, o magistrado afirma que Álvarez também desempenhou tarefas privadas, relacionadas a negócios e projetos empresariais e acadêmicos de Gómez.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Armando G. Tejeda Mestre em Jornalismo pela Jornalismo na Universidade Autónoma de Madrid, foi colaborador do jornal El País, na seção Economia e Sociedade. Atualmente é correspondente do La Jornada na Espanha e membro do conselho editorial da revista Babab.

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