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Arte: Diálogos do Sul Global*

Solidariedade à Venezuela e repúdio ao imperialismo: confira atos no Brasil a partir desta segunda (5)

Mobilizações têm como eixo central a denúncia da agressão dos EUA, que representa uma ameaça não apenas à soberania da Venezuela, mas à estabilidade e à autodeterminação de toda a América Latina

Redação Alba Movimientos
Diálogos do Sul Global

Tradução:

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Diante do sequestro do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cília Flores, os movimentos populares, centrais sindicais e demais forças organizadas da esquerda brasileira uniram-se em solidariedade ao povo venezuelano. Eles destacaram a dimensão inédita do ataque, possível apenas pela capacidade bélica dos Estados Unidos. Neste domingo (4), uma ampla reunião que congregou esses setores — incluindo organizações da juventude, entidades sociais e representações políticas diversas — foi convocada para organizar atos em várias capitais do país. A pauta centrou-se na solidariedade à Venezuela e no repúdio à escalada militar promovida por Donald Trump.

A mobilização tem como eixo central a denúncia da agressão imperialista dos Estados Unidos, que representa uma ameaça não apenas à soberania venezuelana, mas à estabilidade e à autodeterminação de toda a América Latina. As organizações reafirmam o compromisso histórico da região como Zona de Paz e rejeitam qualquer forma de intervenção militar ou ingerência externa.

As entidades também denunciam o sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, caracterizando o episódio como um ato de guerra e uma violação brutal do direito internacional. As falsas acusações levantadas contra as autoridades venezuelanas servem apenas como pretexto para legitimar a violência e retomar o controle sobre as riquezas naturais do país – em especial o petróleo.

Outro ponto central da mobilização é a denúncia da máquina de guerras e de mentiras dos Estados Unidos, que adota práticas terroristas em consonância com uma longa campanha midiática internacional de criminalização e difamação do governo venezuelano.

A reunião contou com a participação de representantes direto de Caracas, que trouxeram relatos diretos sobre a gravidade do ataque. Hernán Vargas, do Movimiento Pobladores y Pobladoras e da coordenação política da Alba Movimientos, afirmou que não houve golpe militar, mas sim sequestro, segundo ele, neste momento “os povos do mundo são a extensão da força e da capacidade de resistência do povo venezuelano”.

Já Carlos Ron, ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela para a América do Norte e pesquisador do Instituto Tricontinental, enfatizou que o governo venezuelano não foi derrotado, rechaçando a narrativa de divisão interna. Para ele, o ataque deve ser compreendido como “uma agressão externa de grande magnitude, estranha à cultura política venezuelana, e que exige solidariedade internacional e respeito à soberania do país”.

As organizações também decidiram pressionar o Estado brasileiro para que se manifeste oficialmente, por meio de seus poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como pelos canais diplomáticos, condenando a agressão imperialista e expressando solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela.

Os atos públicos buscam fortalecer a solidariedade internacionalista, romper o cerco informacional e afirmar que a defesa da Venezuela é parte da defesa da soberania do Brasil e da América Latina. Confira a lista de atos confirmados:

05/01

  • São Paulo: Consulado EUA – a partir das 16h
  • Rio de Janeiro: Cinelândia – 16h
  • Brasília: Museu Nacional – 17h
  • Salvador: Praça da Piedade – 16h
  • São Luís: Praça Deodoro – 16h
  • Belo Horizonte: Praça Sete – 17h
  • Porto Alegre: Consulado EUA – 17h

06/01

  • Recife: Consulado EUA – 16h

08/01

  • Fortaleza: Praça do Ferreira – 15h

Contatos para informações:

  • ALBA Movimentos Brasil E-mail: alba.movimentos.brasil@gmail.com
  • Felipe Bianchi – Telefone/Whatsapp: 11 97055-0600
  • Regina Jeronimo – Telefone/Whatsapp: 54 999824497

* * *

* Imagens na capa:
– Ilustrações: Freepik
– Bandeira dos EUA em chamas: Erick Cisneros / Flickr
– Donald Trump: Casa Branca (modificado)


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação Alba Movimientos

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