Sai Bebianno, entra outro general e nossa soberania segue sendo entregue aos EUA

O fato de os militares que ocupam o governo terem tamanha conivência com as forças armadas de um país colonizador é muito preocupante

Jair Bolsonaro, conhecido por sua truculência, pela falta de decoro em seus mais de 15 anos de mandato parlamentar, como presidente ficou mais cuidadoso. Bate e assopra. Não desautorizou os filhos que se arvoram, ora em porta-voz sem sê-lo, ora em ministro de Relações Exteriores ou assessor da Presidência, sem sê-lo. Preferiu se desfazer do desafeto do filho.

Um gesto traiçoeiro contra quem coordenou sua campanha e presidiu o PSL, partido que acolheu sua candidatura e para o qual ele pode voltar à direção. Depois de demiti-lo sumariamente postou um vídeo cheio de elogios, reconhecendo a ajuda proporcionada.

A mídia especula que se Bebianno abrir a boca pode causar grandes estragos ao clã já abalado por revelações de roubalheira e outros crimes maiores envolvendo a família. Também há os que dizem que o filho manda mais que o pai. Até pode ser, pois é muito mais preparado que o pai. Melhor não saber.

Bebianno saiu quieto, mas vazou os áudios em que prova as conversas que teve com Bolsonaro. Admitiu que sentiu o golpe. Contudo, mesmo traído, é difícil que fale mais. Entre bandidos, a punição para alcaguetagem é a morte. Veja que por menos eles assassinaram a vereadora Marielle Franco (PSOL). Ela estava denunciando apenas a ocupação ilegal de terras pelas milícias supostamente ligadas ao clã Bolsonaro.

Bebianno sabe com quem está lidando. Quem tem medo fica quieto. Porém, faixa preta em jiu jitsu, sabe esperar com paciência a melhor oportunidade para dar o contragolpe. É a ética do crime.

A Secretaria-Geral é agora ocupada pelo general Floriano Peixoto. Fez parte do planejamento da campanha e estava escalado para ocupar um cargo no governo. Apontamos isso em matérias nos Diálogos do Sul sobre os generais do capitão.

Floriano é do grupo que participou do comando de tropas “pacificadoras” da ONU. Com ele agora são oito generais, um brigadeiro e um almirante “auxiliando” o capitão, além de outros militares de menor hierarquia ocupando outros cargos.

Sabe-se, — por óbvio, pois não escondem — que o verdadeiro comando dessas tropas “pacificadoras” é o Estado Maior das forças armadas de Estados Unidos, a maior parte das vezes o Comando Sul, que antes esteve no Panamá ocupado e agora está na Flórida. Esse mesmo Comando Sul, que deslocou a armada em direção ao Brasil para garantir o golpe de 1º de abril de 1964 está agora mesmo deslocando essa mesma armada para agredir a Venezuela.

E agora, a grande revelação: O almirante Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos EUA, revelou que seu vice-comandante é um general brasileiro.

Danou-se a soberania nacional.

Será que o nosso Exército estaria subordinado ao comando sul dos EUA?

De qualquer forma, o fato de os militares que ocupam o governo terem esse grau de conivência com as forças armadas de um país com interesses de colonizar os povos da Nossa América é muito preocupante.

E agora, José?

O que eu mais quero é que me desmintam, provando o contrário. Que digam que ocuparam o governo não porque Lula seja comunista, nem o PT e a Igreja de Roma agentes do comunismo internacional. Nessa ninguém mais acredita. Digam que ocuparam o poder para, em obediência à Constituição, defender a soberania nacional. 

É a soberania nacional que está em jogo. 

Esquerda, direita, não importa de que partido ou de organização social, é disso que se trata: uma só palavra pra formar uma ampla frente de salvação nacional.

Soberania!!!

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