Nocaute

Após 488 dias como preso político, Lula segue decidido a lutar pela soberania do Brasil

Lula cumpre uma condenação de oito anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas nega todas as acusações

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre hoje 488 dias de prisão política na cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná, está decidido a lutar pela soberania do Brasil.

Assim o afirmou Raduan Nassar, escritor premiado com o Prêmio Camões, que ao lado do reconhecido jornalista brasileiro Fernando Morais, visitaram o ex-sindicalista na sede da Polícia Federal de Curitiba.

Nassar e Morais entraram na cela especial de Lula e entregaram-lhe uma carta de membros da Associação de Juízes para a Democracia (AJD), em que qualificam o ex-dirigente operário de preso político.

Depois da visita, o literato comentou que o ex-presidente se emocionou com a carta e está "extraordinariamente decidido a lutar pela soberania do Brasil. Lula livre o antes possível! Lula é um presidente politicamente preso e isto é insuportável para todos nós", denunciou.

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Raduan Nassar e Fernando Morais entregaram a Lula carta da AJD

A respeito, Morais também relatou que "Raduan sintetizou muito bem o que o ex-presidente quer que seja a consigna de todos os democratas brasileiros: lutar com todos os meios possíveis para defender a soberania nacional".

Os cerca de 20 magistrados da AJD destacam na carta assinada que lutar pela recuperação democrática do Brasil é lutar pela liberdade do fundador do Partido dos Trabalhadores.

Ao entregar o documento ontem, a presidenta da Associação, Valdete Souto Severo, leu um extrato e reafirmou a evidência de que Lula é um preso político.

Em tal sentido listou "a velocidade dos julgamentos, o uso indiscriminado de premiações para obter ou criar provas, filtragens à imprensa no momento das eleições, relações espúrias e indecentes entre os promotores e o Poder Judicial, todo o que se destacou em relatórios recentes".

Desde 7 de abril de 2018, Lula cumpre uma condenação de oito anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas nega todas as acusações.

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