Universidades estão fechando as portas. Precisamos lutar juntos, diz liderança estudantil

Em entrevista à TV Diálogos do Sul, Nátaly Santiago falou sobre os ataques à educação do governo Bolsonaro e a importância de relembrar o passado

Mariane Barbosa

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“Estamos vendo as universidades fecharem as portas, pararem e mudarem um projeto de desenvolvimento do país. Houve muita resistência na nossa história, nunca foi fácil ser brasileiro. Se organizar e lutar juntos é fundamental”, diz a coordenadora nacional da organização de jovens militantes, Levante Popular da Juventude, Nátaly Santiago, em entrevista à TV Diálogos do Sul.

“Hoje estamos vivenciando ataques aos nossos direitos — [de acesso] à educação básica, à educação crítica — e o fim das diversas áreas de conhecimento”, disse Nátaly Santiago em crítica à gestão do governo de ocupação de Jair Bolsonaro. 

“Essas restrições que estão acontecendo envolvem diversos ataques que vivenciamos com riscos e medos do que vai acontecer, por exemplo, com o Enem, com o acesso ao ensino superior, com o projeto Future-se e com os cortes da educação. Hoje temos sentido um ataque ao nosso futuro e aos nossos sonhos por parte do governo Bolsonaro”.

Santiago também falou sobre a importância de a juventude relembrar seu passado e explicou o trabalho de memória que vem sendo realizado desde o começo do movimento, que surgiu em 2012 no Rio Grande do Sul. “Identificamos junto com a Comissão da Verdade, Memória e Justiça e, onde havia um torturador, íamos na casa dele e denunciávamos o que estava acontecendo, que ele de fato era um torturador, para que todos soubessem disso e que a verdade aparecesse na luta por Justiça”, ilustra a coordenadora.

Entre os famosos “escrachos” realizados pelo Levante Popular da Juventude estão o que foi realizado contra o ex-deputado federal Eduardo Cunha no processo anterior ao golpe de 2013 contra a então presidenta Dilma Rousseff. “Ele tinha diversas contas na Suíça, então jogamos dólares nele”, conta. Outro ato que Santiago considera memorável foi organizado contra Bolsonaro dias antes do processo de impeachment, quando estudantes jogaram glitter no então deputado federal.

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