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Novas rotas, supercomputadores e nuvem própria: BRICS avança em soberania econômica e digital

Encontro em Moscou reuniu representantes de nove países e elaborou propostas para a cúpula de setembro, incluindo corredores logísticos alternativos, processamento local de matérias-primas e investimentos conjuntos em redes e supercomputadores.

Redação Prensa Latina
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Moscou

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Tradução: Isabelle Paiva

No encontro de países do Brics, que reuniu especialistas da Rússia, Índia, Egito, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, China, Irã, Brasil e Etiópia, os participantes analisaram a resiliência dos corredores de transporte e comércio, a segurança das cadeias de suprimento de recursos estratégicos e o desenvolvimento da cooperação tecnológica, incluindo a área da inteligência artificial (IA).

As recomendações elaboradas durante a conferência servirão de base para a preparação dos documentos que serão apresentados na cúpula do Brics, prevista para setembro.

Victoria Panova
Victoria Panova – bricspolicycenter.org

“A resiliência e a soberania são hoje condições essenciais para o desenvolvimento, enquanto a conectividade do transporte, das cadeias de suprimento e dos ecossistemas tecnológicos próprios constituem a base da segurança econômica dos países do Brics”, afirmou durante o encontro a diretora do Conselho de Especialistas Brics-Rússia, Victoria Panova.

Por sua vez, o embaixador para missões especiais do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Pável Kniazev, destacou que o grupo alcançou o nível de uma parceria estratégica e obteve resultados significativos.

Da mesma forma, ressaltou o valor dos princípios de cooperação do Brics que, segundo afirmou, beneficiam não apenas os países membros, mas também um amplo número de Estados em todo o mundo.

Durante a sessão dedicada ao transporte, especialistas da Rússia, dos Emirados Árabes Unidos e do Egito analisaram o Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul e a Rota Marítima do Norte como alternativas às cadeias logísticas tradicionais.

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Na sessão sobre recursos, representantes da Índia, da África do Sul, da China e do Irã debateram o desenvolvimento do processamento de matérias-primas diretamente nas regiões onde elas são extraídas.

Durante a sessão dedicada à tecnologia e à inteligência artificial, o pesquisador de relações econômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e coordenador do Conselho de Think Tanks do Brics pelo Brasil, Walter Desiderá, afirmou que a falta de infraestrutura computacional é um dos principais obstáculos ao desenvolvimento tecnológico e propôs impulsionar investimentos conjuntos em supercomputadores, redes e computação em nuvem.

“O Brics deve desenvolver princípios e valores comuns no campo da inteligência artificial, transformando a infraestrutura digital em um pilar não apenas da economia, mas também da inovação”, afirmou.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação Prensa Latina

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