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ToggleA mensagem do líder histórico da Revolução Cubana mantém plena vigência diante de um mundo em que a soberania dos povos volta a ser ameaçada pelas velhas práticas de dominação imperial. Com isso, aquela sentença atribuída a José Martí, “é a hora dos fornos e não se há de ver mais que a luz”, ganha novo sentido como um chamado a não fugir, não vacilar e enfrentar com dignidade os desafios do presente.

Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana e referência mundial, construiu uma das narrativas anti-imperialistas mais contundentes do século 20, não apenas pela força de seus discursos, mas pela coerência entre a palavra e a conduta política de uma Revolução que decidiu resistir, mesmo quando tinha diante de si a maior potência militar, econômica e midiática do planeta.
Em seu discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1960, afirmou: “Não viemos pedir nada. Viemos exigir o direito dos povos de serem soberanos, de decidir seu próprio destino sem intervenções nem imposições externas”.
Essa visão ficou resumida em uma frase que conserva extraordinária força de orientação pedagógica: “O imperialismo é como o cachorro, que só persegue quem corre; se você para e o enfrenta, ele o fareja e vai embora”, com a qual se expressa uma ideia simples, mas profunda: diante da prepotência imperial, a fuga estimula a agressão, enquanto a firmeza obriga o adversário a calcular seus passos. “A Revolução não se defende com lágrimas, defende-se com a decisão firme de resistir e lutar até as últimas consequências”.
Desde o triunfo da Revolução Cubana, em 1959, Fidel defendeu a convicção de que a soberania não se mendiga, não se negocia sob ameaça nem se preserva com discursos vazios, mas com consciência nacional, unidade popular e vontade política de resistir, porque, para ele, a fraqueza diante do imperialismo não era prudência, mas um convite aberto a novas formas de chantagem, pressão e dominação. Ao imperialismo, “se enfrenta com firmeza porque ceder às suas demandas apenas alimenta sua voracidade”.
A dignidade como política de Estado
A experiência cubana demonstrou que um país pequeno, bloqueado e submetido durante décadas a pressões de todo tipo podia sustentar sua independência se conseguisse transformar a dignidade em política de Estado, com o que Cuba passou de uma ilha vista como vulnerável a se tornar símbolo mundial de resistência, especialmente para os povos do Sul que sofreram colonialismo, neocolonialismo, saque de recursos e imposições externas.
A autodeterminação foi um dos princípios mais defendidos por Fidel, porque entendia que nenhum povo pode se considerar livre se outros decidem por ele seu modelo político, seu destino econômico ou suas alianças internacionais.
Daí que seu pensamento não se limitasse ao caso cubano, mas se projetasse para a América Latina, a África, a Ásia e todos os povos submetidos à lógica da dependência.
Nessa compreensão do poder imperial, a comparação com o cachorro não é uma simples ocorrência retórica, mas um alerta político: quem corre desperta o instinto de perseguição, quem se ajoelha alimenta a arrogância do dominador e quem se mantém firme, com dignidade, obriga o agressor a reconhecer que não está diante de uma presa fácil, mas de um povo disposto a pagar o preço de sua independência.
Uma bússola para os povos que resistem
Esse princípio se expressou em momentos decisivos como a invasão da Baía dos Porcos, a Crise de Outubro e as sucessivas ofensivas econômicas, políticas e diplomáticas contra Cuba, episódios nos quais a firmeza não eliminou os riscos, mas impediu que o país fosse reduzido à condição de protetorado, colônia disfarçada ou peça subordinada no tabuleiro geopolítico de Washington.
Fidel Castro ensinou que o imperialismo não recua diante da conciliação, mas da resistência organizada dos povos
A lição de Fidel mantém sua vigência em um mundo em que as formas de dominação mudaram de rosto, mas não de essência, porque agora as pressões podem vir acompanhadas de sanções, campanhas midiáticas, bloqueios financeiros, guerras judiciais, isolamento diplomático ou ameaças militares, com o que se pretende obrigar os povos a correr antes que o cachorro morda.
Por isso, mais do que um lema do passado, a frase, os ensinamentos e as advertências de Fidel funcionam como uma bússola para o presente, já que lembram que a soberania não sobrevive em povos assustados nem em governos que confundem prudência com capitulação, mas em sociedades capazes de compreender que a dignidade nacional exige serenidade, firmeza e consciência histórica diante de cada tentativa de submissão.
O legado de Fidel Castro, visto dessa perspectiva, não é um convite romântico ao sacrifício, mas um ensinamento político de enorme valor: os povos que correm acabam perseguidos, os povos que se ajoelham acabam humilhados, mas os povos que se mantêm firmes, com unidade, consciência e determinação, podem demonstrar que, mesmo nos cenários mais adversos, a dignidade continua sendo uma força capaz de mudar o curso da história.
Uma bússola para os povos que resistem
Esse princípio se expressou em momentos decisivos como a invasão da Baía dos Porcos, a Crise de Outubro e as sucessivas ofensivas econômicas, políticas e diplomáticas contra Cuba, episódios nos quais a firmeza não eliminou os riscos, mas impediu que o país fosse reduzido à condição de protetorado, colônia disfarçada ou peça subordinada no tabuleiro geopolítico de Washington.
A lição de Fidel mantém sua vigência em um mundo em que as formas de dominação mudaram de rosto, mas não de essência, porque agora as pressões podem vir acompanhadas de sanções, campanhas midiáticas, bloqueios financeiros, guerras judiciais, isolamento diplomático ou ameaças militares, com o que se pretende obrigar os povos a correr antes que o cachorro morda.
Por isso, mais do que um lema do passado, a frase, os ensinamentos e as advertências de Fidel funcionam como uma bússola para o presente, já que lembram que a soberania não sobrevive em povos assustados nem em governos que confundem prudência com capitulação, mas em sociedades capazes de compreender que a dignidade nacional exige serenidade, firmeza e consciência histórica diante de cada tentativa de submissão.
O legado de Fidel Castro, visto dessa perspectiva, não é um convite romântico ao sacrifício, mas um ensinamento político de enorme valor: os povos que correm acabam perseguidos, os povos que se ajoelham acabam humilhados, mas os povos que se mantêm firmes, com unidade, consciência e determinação, podem demonstrar que, mesmo nos cenários mais adversos, a dignidade continua sendo uma força capaz de mudar o curso da história.





