Na Bahia, Mestre capoeirista Moa do Catendê foi morto, a facadas, por criticar Bolsonaro

Romualdo Costa estava em um bar perto de casa quando começou o debate com outro morador, apoiador do candidato da extrema-direita

Jenifer Tristan

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Mestre Moa do Catendê, como era conhecido, era compositor e capoeirista. Seu nome de batismo é Romualdo Rosário da Costa, tinha 63 anos. Estava em um bar perto de casa quando começou o debate com outro morador que defendia Jair Bolsonaro (PSL), o bar se localiza no Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas, BA.

A polarização social das eleições tem causado muitas brigas nas redes sociais, nos grupos de amigos e família. Uma eventual descontração no bar gerou um grande conflitou que levou à morte do Mestre capoeirista. Ele estava com seu irmão que, ao tentar separar, também foi atingido com um golpe de faca no braço direito, mas foi socorrido e permanece internado e sedado.

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As testemunhas identificaram o autor das facadas como Paulo Sergio Ferreira e dizem que no momento do assassinato conta que o Mestre Moa apenas estava argumentando com o sujeito que as políticas do candidato a presidente Jair Bolsonaro era contra os trabalhadores e os negros.

Reginaldo um dos presentes no momento declara: "Moa ponderou que era negro e que o cara ainda era muito jovem e não sabia nada da história. Moa disse ainda que ele tinha consciência do quanto o negro lutou para chegar onde chegou e o quanto Bolsonaro poderia tirar essas conquistas se chegasse ao poder".


Saldamos o Mestre Moa e toda a resistência negra na luta contra o fascismo, pois Moa tinha a certeza que a candidatura de Bolsonaro é o fortalecimentos dos herdeiros da casa grande, que só constroem ódio e o amento da segregação, racismo e todo tipo de preconceito vai aumentar e os negros pela historia de luta devem se colocar sempre na linha de frente.

Mestre Moa perdeu a vida, mas a nossa luta continua e nos transformaremos em milhares contra a extrema-direita.

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