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Deputados europeus recusam extradição de Julian Assange: "viola direitos civis"

O ativista foi preso em 11 de abril pela polícia britânica na embaixada de Equador no Reino Unido após seu asilo de sete anos
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Bruxelas

Tradução:

O Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica recusou quinta-feira (14) a possível extradição ao Estados Unidos do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, preso no Reino Unido.

“Sua extradição é uma grave violação de direitos fundamentais e civis”, denunciou a deputada Clare Daly, ao afirmar que a justiça britânica processará Assange pelas publicações em massa do Wikileaks em 2010 e não por violar os termos de uma fiança em 2012.

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Durante o encontro, Daly afirmou que o ciberativista australiano representa o caso mais importante de liberdade de imprensa de sua geração. O jornalismo não é um crime: o caso da extradição de Assange.

Por sua vez, o legislador espanhol Pernando Barrena agregou que o jornalismo e a liberdade de expressão sempre estão entre as primeiras vítimas de qualquer conflito aberto, ao referir à acusação histórica de Assange.

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O ativista foi preso em 11 de abril pela polícia britânica na embaixada de Equador no Reino Unido após seu asilo de sete anos

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Julian Assange

No encontro participou, também, o pai de Assange, John Shipton, que afirmou que o sequestro judicial de seu filho é um assunto europeu, ao argumentar que com Wikileaks trabalharam publicações como o semanário Der Spiegel, e os diários The Guardian e El País.

Ao mesmo tempo, o político irlandês Mick Wallace advertiu às autoridades britânicas que pensem cuidadosamente nas consequências de que Assange morra numa prisão de segurança máxima.

Nesse sentido, seu conterrâneo Luke Ming Flanagan assegurou que Assange é vítima de um efeito acumulativo de tortura psicológica e alertou que sua vida está em risco.

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Também, afirmou que o “tratamento cru” de seu caso, por parte de Reino Unido e Estados Unidos, deve se entender como uma forma de dissuadir o jornalismo.

Ao encontro assistiram também o relator especial da Organização das Nações Unidas sobre a Tortura, Nils Melzer; e o político australiano Bob Carr, ex-Ministro de Relações Exteriores.

Assange foi preso em 11 de abril pela polícia britânica na embaixada de Equador no Reino Unido, depois que o Governo dessa nação sul-americana colocou fim ao seu asilo de sete anos.

O ativista cumpre 50 semanas de cárcere por violar os termos da fiança, também, enfrenta uma ordem de extradição ao Estados Unidos, que quer julgar por difundir informação confidencial sobre a segurança nacional estadunidense.

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Segundo a justiça britânica, Assange deverá esperar em prisão até que se decida no próximo fevereiro sobre essa petição.

*Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação Prensa Latina

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