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Américas e Europa registram pior índice de direitos trabalhistas desde 2014, aponta Confederação Sindical Internacional

Relatório aponta avanço das violações à liberdade sindical, da violência contra trabalhadores e da precarização do trabalho, com casos registrados também no Brasil.

Redação Resumen LatinoAmericano
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Madri

Tradução:

Tradução: Isabelle Paiva

As violações da liberdade de expressão e de reunião (direitos trabalhistas) aumentaram cinco pontos percentuais, os casos de agressão violenta cresceram seis pontos e os ataques às liberdades civis subiram três pontos, especialmente as detenções de trabalhadores e sindicalistas, denuncia a Confederação Sindical Internacional em seu Índice Global de Direitos deste ano.

Publicado pela primeira vez em 2014, o relatório analisa a repressão sindical e trabalhista em 151 países. Na análise do ano passado, expôs a perseguição aos dirigentes sindicais, o uso de sistemas de monitoramento para controlar os trabalhadores, vigiar as atividades sindicais e a falta de consulta aos representantes dos trabalhadores nas reformas da legislação trabalhista.

Os países da Europa e das Américas registraram sua pior pontuação desde a primeira publicação do Índice Global de Direitos. Na Europa, está ocorrendo um forte deterioramento dos direitos dos trabalhadores, a ponto de sua violação ter se tornado habitual.

As principais violações afetam o direito de greve, que não é garantido em 87% dos países observados, o direito à negociação coletiva (80%), a liberdade de associação e organização (75%) e o acesso aos tribunais (72%).

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Em relação à liberdade de expressão e de reunião, o relatório destaca violações claras em metade dos países, um número que dobrou no último ano, enquanto em 32% deles foram denunciadas agressões e atos de violência contra trabalhadores organizados, incluindo assassinatos em pelo menos quatro países, entre eles Colômbia e México. Em metade (75) dos países analisados ocorreram detenções de trabalhadores e sindicalistas.

As políticas repressivas e antissindicais, assim como o descumprimento e as violações das leis trabalhistas, cresceram em todo o mundo em comparação com o ano anterior. Os trabalhadores voltam a condições de semiescravidão em razão da precarização, do trabalho por produção, da terceirização, dos miniempregos, da informalidade e do aumento da jornada de trabalho, situação que se agrava especialmente no caso dos migrantes.

Demitidos 5 mil trabalhadores das plantações de banana no Brasil

Os protestos nas ruas contra as reformas e a crise econômica e social foram repetidamente reprimidos, deixando dezenas de feridos e centenas de detidos.

Mais de 5 mil trabalhadores das plantações de banana das empresas brasileiras Chiquita (Cutrale-Safra) foram demitidos por participarem de uma greve, e os principais dirigentes do sindicato dos trabalhadores bananeiros Sitraiban foram detidos.

No Panamá, um sindicato histórico e combativo da construção civil, o Suntracs, também sofreu uma perseguição feroz. Seus dirigentes foram primeiro acusados de lavagem de dinheiro e, posteriormente, alvo de mandados de prisão, o que os obrigou a se exilar.

As contas bancárias do sindicato foram bloqueadas e a organização foi ameaçada de ser proibida. Mais de 700 membros foram detidos ou multados, e mais de 80 estão presos.

O governo do Equador promoveu uma reforma do Código do Trabalho para flexibilizar os contratos, precarizar o mercado de trabalho e prolongar a jornada de trabalho.

Também aprovou uma lei que permite a vigilância sem necessidade de autorização judicial, bem como a interceptação de comunicações e a coleta de dados privados, criminalizando os protestos sociais e a atividade sindical como crimes de ameaça. A nova lei também exige que mais de 13 mil organizações sociais, incluindo os sindicatos, divulguem informações pessoais de seus membros, sob pena de dissolução.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação Resumen LatinoAmericano

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