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Editorial | Jogos e cassinos no Brasil: liberar geral ou proibir totalmente?

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Vira e mexe ataca nos governantes a vontade de legalizar os jogos e cassinos, hoje ilegais no país. Tramita na Câmara dos Deputados, desde 1991, projeto (PL442), do ex-deputado Renato de Mello Viana (PMDB-SC), e no Senado (PLS 186), desde 2014, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que estão sempre à disposição para serem votados.

Vale lembrar que até 1946 os jogos eram livres e havia cassinos nas principais estâncias balneárias, e, eram estatais. O governo do general Eurico Gaspar Dutra, que sucedeu Getúlio Vargas, contraditoriamente, em defesa da moralidade, ilegalizou os jogos e liberalizou a economia, restaurou os poderes dos Estados Unidos e das oligarquias.

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No Panamá, onde hoje há um cassino em cada esquina e mais de um sorteio lotérico por dia, é voz corrente, que o povo se divide em duas classes: a dos que vendem bilhetes da loteria e, dos que compram. Boa piada para disfarçar o quanto de miséria e privações existe por trás disso.

O governo do ex-presidente Lula (2003-2011) tentou legalizar o jogo mas não conseguiu. É que a briga foi feia entre duas máfias e seus sócios caboclos (lobby): a máfia italiana e a estadunidense, ou seja, a turma de Las Vegas, onde reina Trump no seu Taj Mahal. E também uma certa máfia brasileira que já dominou bingos, caça-níqueis etc..

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Foto: Pixabay

No final, ganhou o bom-senso e o projeto foi engavetado, e, por isso, vez ou outra alguém volta a pressionar para sua aprovação. O que é certo nessa história é que corre muito dinheiro para aprovar logo isso. Nesse governo ilegítimo e de corruptos, é grande o risco de que isso se aprove.

Nada contra o jogo, se controlado pelo Estado. Foi assim no Brasil no tempo de Vargas. Os cassinos, no Rio de Janeiro e nas estâncias, tirava dinheiro dos ricos. No Panamá, no tempo da revolução libertadora, contra o enclave colonial estadunidense, comandada pelo general Omar Torrijos, os poucos cassinos também eram estatais. Depois que os Estados Unidos invadiram o país, liberou geral.

Cassinos valem a pena, para explorar esses caras que, não tendo aqui onde jogar, vão jogar nos cassinos dos paraísos fiscais. Estes até pagam passagem em 1aclasse e hotel de luxo para ficar com o rico dinheirinho deles. Quando libera geral, o lucro fica com as máfias. Estas, por sua vez, são mestras nas artes de lavar dinheiro e sonegar impostos.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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