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Enquanto Haiti vive crise imensurável, EUA deportam crianças e adultos em massa

O Governo haitiano garantiu que receberá todos os seus nacionais e criticou o tratamento que alguns migrantes receberam na fronteira
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Porto Príncipe

Tradução:

As autoridades haitianas esperam mais seis voos de migrantes deportados ontem (20) dos Estados Unidos, com centenas de cidadãos enfrentando o desafio de recomeçar após anos fora do país.

Metade desses voos chegará a Porto Príncipe e o restante à cidade de Cap Haitien, no extremo norte do país, afirmou Jean Négo Bonheur Delva, coordenador do Escritório Nacional de Migração.

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Até agora, quase 500 pessoas, muitas delas crianças, chegaram desde que as deportações em massa começaram no último domingo e em um momento em que a crise migratória se aprofunda, mas para alguns, o país de onde partiram não existe mais.

Foto Prensa Latina: Aldo Camino

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“Saí do Haiti em 2016 porque não consegui emprego aqui. Pedi dinheiro emprestado, voei para o Brasil para tentar a sorte, mas lá também foi muito difícil, por isso resolvi pedir asilo nos Estados Unidos”, afirma Emmanuel, um das centenas de repatriados que chegaram a esta capital na segunda-feira.

Terremoto no Haiti: Sem campo de refugiados, pessoas estão nos escombros das casas

Com apenas 23 anos, ele esperava que as autoridades de migração finalizassem sua documentação para ir à casa de seus parentes em Leógane, comuna localizada a sudoeste de Porto Príncipe.

'Agora volto quase que saí. Vendi tudo o que tinha no Brasil para chegar aos Estados Unidos numa viagem que me custou mais de cinco mil dólares e tenho que começar do zero. Não sei o que vou fazer', assegurou preocupado a esta agência.

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O Governo haitiano garantiu que receberá todos os seus nacionais e criticou o tratamento que alguns migrantes receberam na fronteira

Fotos Prensa Latina: Aldo Camino
Até agora, quase 500 pessoas, muitas delas crianças, chegaram desde que as deportações em massa começaram

O Governo do Haiti garantiu que receberá todos os seus nacionais e criticou o tratamento que alguns migrantes receberam na fronteira entre o México e os Estados Unidos.

Lakay se lakay (O Lar é o lar) disse o primeiro-ministro Ariel Henry no Twitter, e prometeu acompanhar os repatriados.

No entanto, para Jean a situação é muito mais difícil agora do que quando ele partiu para o Chile em 2018, e ele teme por sua segurança e pela impossibilidade de encontrar trabalho para se sustentar.

‘Aqui não tenho mais nada, minha esposa e meu filho ficaram no Chile e eu queria dar-lhes uma oportunidade melhor’, disse à Prensa Latina.

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As autoridades estadunidenses devem repatriar mais de 6.000 haitianos nos próximos dias e alertaram que qualquer pessoa que tentar entrar ilegalmente será devolvida a seus países de origem. 

Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.


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