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Desfile de Integração Cultural Bolívia-Argentina. Buenos Aires, 10 de outubro de 2015. (Foto: Secretaria de Cultura da Argentina)

Hino das Américas: uma canção de irmandade e solidariedade entre os povos latino-americanos

A letra menciona diversos países do continente, incluindo os do Norte, do Sul e do Caribe, exaltando-os como iguais e soberanos, unidos por um ideal comum de paz, lealdade e liberdade

Jorge Rendón Vásquez
Diálogos do Sul Global
Lima

Tradução:

Tradução: Beatriz Cannabrava

Até a década de 1960, costumava-se cantar em todas as Américas este hino, criado em 1931 pelo grande compositor argentino de música popular Rodolfo Sciammarella. Ele o compôs por ocasião da designação do 14 de abril como o Dia das Américas.

Nas escolas onde era frequentemente difundido, as crianças da época incorporavam em sua formação, por meio desta canção, a mensagem que seu compositor quis transmitir: a irmandade e a solidariedade dos povos do continente americano — valores inerentes à sua soberania, ressaltada no verso do estribilho: “São irmãos soberanos da liberdade”.

Eis a letra deste hino:

Um canto de amizade, de boa vizinhança,
unidos nos terá eternamente.
Por nossa liberdade, por nossa lealdade,
devemos viver gloriosamente.
Um símbolo de paz há de iluminar a vida
de todo o continente americano.
Força de otimismo, força de irmandade
será este canto de boa vontade.
Argentina, Brasil e Bolívia,
Colômbia, Chile e Equador,
Uruguai, Paraguai, Venezuela,
Guatemala e El Salvador,
Costa Rica, Haiti, Nicarágua,
Honduras e Panamá,
América do Norte, México e Peru,
Cuba, Santo Domingo e Canadá
São irmãos soberanos da liberdade!
São irmãos soberanos da liberdade!

Ouça, a seguir, o Hino das Américas:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Jorge Rendón Vásquez Doutor em Direito pela Universidad Nacional Mayor de San Marcos e Docteur en Droit pela Université de Paris I (Sorbonne). É conhecido como autor de livros sobre Direito do Trabalho e Previdência Social. Desde 2003, retomou a antiga vocação literária, tendo publicado os livros “La calle nueva” (2004, 2007), “El cuello de la serpiente y otros relatos” (2005) e “La celebración y otros relatos” (2006).

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