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Para Petro, a solução dos problemas políticos venezuelanos não deve residir na violência nem na perseguição de seus líderes, e sim em um diálogo aberto que garanta eleições livres e pacíficas (Foto: Presidência da Colômbia / Flickr)

“Liberdade ou morte”: discurso de Petro em defesa de Maduro reafirma solidariedade latino-americana

Posicionamento de Petro chega após o governo de Donald Trump associar Maduro ao narcotráfico e ameaçar intervenções militares na América Latina

Redação Resumen LatinoAmericano
Resumen LatinoAmericano
Buenos Aires

Tradução:

Tradução: Ana Corbisier

No último domingo (10), por meio de uma mensagem em sua conta no X, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reafirmou seu firme respaldo ao presidente venezuelano Nicolás Maduro diante das recentes ameaças da Administração Trump — que tenta vincular o chefe de Estado ao narcotráfico — e da descoberta, pelas autoridades bolivarianas, de arsenais de armas pertencentes a grupos terroristas vinculados à extrema-direita.

Petro declarou enfaticamente que “Colômbia e Venezuela são o mesmo povo, a mesma bandeira, a mesma história” e ressaltou que “qualquer operação militar que não tenha aprovação dos países irmãos é uma agressão contra a América Latina e o Caribe”. O pronunciamento foi feito após a imprensa estadunidense divulgar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou o uso de suas Forças Armadas contra nações da América Latina que, a seu ver, estejam ligadas a cartéis.


“‘Liberdade ou morte’, gritou Bolívar, e o povo se sublevou”, apelou enfaticamente o mandatário colombiano, evocando o legado libertador e destacando a defesa da soberania e da autodeterminação da nação venezuelana.

Petro também compartilhou a mensagem da Guarda de Honra do Presidente da Venezuela, na qual o Major-General Javier José Marcano Tabata, Comandante da Guarda de Honra Presidencial (GHP) e Diretor-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), declara lealdade ao Governo de Nicolás Maduro e ao presidente constitucional da nação, afirmando que suas forças estão prontas para defender o povo da Venezuela quando o mandatário assim o ordenar.

O chefe de Estado da Colômbia também demonstrou apoio ao seu homólogo venezuelano quanto à perseguição por parte das autoridades estadunidenses, desmentindo categoricamente as falsas acusações da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, contra Nicolás Maduro: uma reedição da suja manobra que Donald Trump já havia tentado em 2020, durante seu mandato anterior, contra o presidente constitucional venezuelano.

De acordo com o presidente colombiano, a solução dos problemas políticos venezuelanos não deve residir na violência nem na perseguição de seus líderes, e sim em um diálogo aberto que garanta eleições livres e pacíficas.

Seguindo nessa linha, Petro defendeu uma luta multinacional e coordenada contra o narcotráfico que envolva os governos dos Estados Unidos e da Venezuela, mas sempre sem desconsiderar a soberania nacional.

O mandatário colombiano reconheceu publicamente o valioso apoio da Venezuela e do presidente Maduro na luta contra esse flagelo, afirmando: “nos ajudou com determinação a derrotar o narcotráfico na fronteira”.

Outros líderes e governos latino-americanos manifestaram seu apoio ao presidente da nação bolivariana. Os governos de Cuba, Nicarágua, Bolívia, Honduras e Irã também expressaram seu repúdio à medida estadunidense, interpretando-a como uma forma de pressão política mais do que um esforço genuíno contra o crime organizado.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação Resumen LatinoAmericano

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