Pesquisar
Pesquisar
Participantes relataram suas dificuldades, projetos de vida e expectativas, apresentando ao público um panorama real de como se sentem e de como são vistas por sociedades que, em geral, desconhecem seus modos de vida. (Imagem: Reprodução)

“Meninas do Irã e do Mundo”: jovens se reúnem em SP para compartilhar vivências, histórias e culturas

Encontro, realizado de forma presencial e virtual, foi fruto da parceria entre entidades do Brasil, do Irã, da Palestina e do Paquistão

Redação
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

A Arresala – Centro Islâmico no Brasil, em parceria com a Sociedade das Jovens do Irã, promoveu, em 11 de outubro de 2025, em São Paulo, o encontro “Meninas do Irã e do Mundo – Série ‘Conjunto de Salas do Conhecimento’”, realizado presencialmente e por webconferência, em conexão internacional Brasil–Irã.

O evento contou com o apoio do Consulado Cultural da Embaixada da República Islâmica do Irã, do Centro Islâmico Imam Al-Mahdi de Diálogo no Brasil (CIADB) e do Instituto de Amizade Brasil–Irã, além da participação de observadoras internacionais do Movimento Mulheres pela Paz na Palestina (Brasil/Palestina) e do Razan Al-Najjar Collective (Brasil/Paquistão).

A iniciativa propõe uma série de “Salas de Conhecimento”, espaços em que jovens trocam experiências e compartilham suas histórias: como vivem em seus países, como são suas culturas, hábitos e valores religiosos, familiares e comunitários. Trata-se de um espaço de reflexão, escuta e descoberta, com foco nas vivências de jovens do Irã e de várias partes do mundo.

Com moderação e curadoria da psicoterapeuta Dra. Jamile Akl e a magna conferência de Zainab Ali Abdallah, as participantes relataram suas dificuldades, projetos de vida e expectativas, apresentando ao público um panorama real de como se sentem e de como são vistas por sociedades que, em geral, desconhecem seus modos de vida e recebem informações distorcidas e tendenciosas a partir de estereótipos e preconceitos difundidos pela grande mídia ocidental.

As jovens demonstraram competência para expressar, sem intermediários nem supostos tutores, aquilo que desejam para a salvaguarda de seus direitos. Manifestaram também solidariedade às crianças e mulheres palestinas, reivindicando a exclusão do sionismo da representação dos direitos das mulheres em entidades multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), entre outras. Em suma, mostraram estar conscientes da incoerência do duplo padrão e, por livre-arbítrio, afirmaram que não aceitam nem serão parte dessa cumplicidade que lhes é imposta em nome dos “direitos das mulheres na questão de gênero”.

Assine nossa newsletter e receba este e outros conteúdos direto no seu e-mail.

Este encontro, importante e necessário, convida-nos a abraçá-las e a uni-las em nossas redes solidárias, rompendo fronteiras geográficas e distâncias continentais entre dois mundos que se entrelaçam nessas falas e escutas em festividades, como nos encontros de caravanas no oásis, que resiste ao deserto intelectual que diariamente nos desafia a conviver em harmonia e respeito nas diferenças.

Elas nos fazem acreditar que nada será capaz de silenciá-las e que, em suas vozes, estão poderosos alicerces para reconstruir alianças em um mundo mais humano e acolhedor.

Vamos ouvir, aprender e nos envolver em um encontro verdadeiramente inspirador!


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação

LEIA tAMBÉM

Agência Brasil
Supremo em pauta: ética, protagonismo e democracia em ano eleitoral
Educar para a barbárie o cachorro Orelha e as hierarquias que matam (2)
Educar para a barbárie: o cachorro Orelha e as hierarquias que matam
“Fé e família” entenda a conexão entre o bolsonarismo e a extrema-direita russa (1)
“Fé e família”: entenda a conexão entre o bolsonarismo e a extrema-direita russa
35º Congresso da CNTE reafirma apoio à luta anticolonial saarauí
35º Congresso da CNTE reafirma apoio à luta anticolonial saarauí