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ToggleMoradores da colônia Del Valle e vítimas de ocupação de outras prefeituras acusaram que depois de um ano da criação do gabinete de ocupações da Cidade do México, não existem resultados visíveis na restituição de imóveis invadidos, razão pela qual disseram que este delito é um câncer que pode fazer metástase.
Acompanhados de Arturo Santana, filho da senhora Carlota, — que assassinou dois ocupantes no Estado do México —, os moradores afirmaram que apresentarão à procuradora Bertha Alcalde e ao secretário de Governo, César Cravioto, uma demanda com sete pontos, entre eles a detenção de Virginia Vázquez García, suposta responsável pela ocupação de um imóvel localizado em Matías Romero.
Os afetados também propuseram levar adiante um projeto de lei com o objetivo de agilizar a restituição de propriedades e fortalecer o marco legal contra este delito, como ocorreu no Estado do México.
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Alicia Camps, integrante da Comissão de Participação Comunitária (Copaco) de Valle Centro, explicou que a proposta que buscam permitirá articular a legislação da Cidade do México com a do estado do México.
Por sua vez, Arturo Santana disse que na entidade mexicana conseguiram recuperar mais de dois mil imóveis mediante a Operação Restituição, mas que isto não ocorre na capital.
Garantiram que os invasores chegam com caminhões e serralheiros, esvaziam as casas em questão de horas, mudam placas e até remodelam os imóveis para consolidar a ocupação.
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Depois de uma reunião com moradores e vítimas de ocupação de seis prefeituras, autoridades da capital se comprometeram a restituir os imóveis, a revisão de pelo menos 61 novos casos que foram registrados no dia 29 de julho e a desarticulação de redes que cometem este delito na cidade.
Depois de quatro horas de reunião na Superintendência da Polícia de Investigação, as vítimas também pediram a restruturação do gabinete contra a ocupação, que, denunciaram, não deu resultados depois de um ano de sua implementação; também pediram a incorporação desta instância à Secretaria de Segurança Cidadã e ao Registro Público da Propriedade e do Comércio.
A Promotoria Geral de Justiça informou que receberam 81 pessoas, foram registrados 61 novos casos e 20 por outros delitos, além de comprometerem-se a realizar trabalhos com a
Direção de Assuntos Internos para rever outros onde se presuma a participação de servidores públicos.
Na reunião estiveram presentes a procuradora, Bertha Alcalde e o secretário de Governo, César Cravioto, que afirmaram que conduzem 300 casos positivos de restituição de imóveis, cifra que os afetados consideraram baixa para o tamanho do problema.
Entre as solicitações que fizeram está a detenção de Virginia Vázquez García, suposta responsável pela ocupação de um imóvel na rua Matías Romero, colônia Del Valle, assim como a judicialização de todos os expedientes com que conta o gabinete contra a ocupação.
No término da reunião, Alicia Camps, integrante do grupo de moradores da colônia Del Valle, afirmou que confiavam nos protocolos e que conseguiram formar mesas de trabalho para mês a mês verificar os avanços.
O advogado Arturo Santana, filho da senhora Carlota, que assassinou no estado do México dois ocupantes, uniu-se à defesa dos moradores e vítimas, informando que as autoridades asseguraram maior presença em zonas com foco vermelho pela ocorrência deste delito; no entanto, evitaram dizer quais seriam.
Entre os casos apresentados um foi a ocupação de uma casa do muralista Jorge González Camarena, que está há nove semanas invadida.
Realizam-se operações
Elementos da PDI e da SSC e pessoal da Secretaria de Governo implementaram no dia 29 de julho pela manhã cinco operações nas prefeituras de Benito Juárez, Coyoacán, Cuauhtémoc e Iztapalapa para assegurar o mesmo número de imóveis supostamente ocupados, relataram fontes ministeriais.
Tais operações fazem parte das ações imediatas para atender este ilícito em arquivos que já continham avanços significativos.
O primeiro se realizou na rua Galeana 20, colônia Guerrero, em Cuauhtémoc, onde permitiram que uma mulher soltasse seu cachorro para posteriormente assegurar o imóvel e colocar selos.
O segundo foi na avenida Cuauhtémoc 1146, município de Benito Juárez, onde dois indivíduos guardavam o imóvel, mas não foram detidos.
Outro ainda foi realizado na prefeitura de Coyoacán, realizado na madrugada de quarta-feira, como parte de uma investigação por uma suposta ocupação com violência ocorrida em dezembro de 2025.
O advogado do caso, Leonel Rodríguez, afirmou que a ação fez parte de um expediente localizado na Procuradoria de Investigação do Delito de Ocupação e Recuperação de Imóveis.
Relatou que uma das linhas de investigação indica a participação de uma célula delitiva dedicada à ocupação de imóveis, ainda que, disse, as autoridades terão que precisar que tipo de rede participou, quem fez uma dupla venda do imóvel, supostamente realizada por um notário e sua companheira.





