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COVID-19: dados apontam que China caminha para normalidade econômica e social

Atestando os resultados positivos das medidas do governo, após dois meses o país baixou a zero os contágios locais e mortes diárias não superam um dígito

A reativação de grande parte do setor produtivo, dos estabelecimentos de consumo, mais os planos de reabrir algumas escolas ilustram hoje o gradual retorno à normalidade na China, sem ignorar os perigos da pandemia do Covid-19.

Dados oficiais precisam que mais de 90% dos trabalhos foram reativados na construção de infraestruturas e setores como transporte, fornecimento de água, bancos, bolsas e agricultura de quase todo o país, exceto na província de Hubei, e sua capital Wuhan, as mais afetadas pela doença. 

Por exemplo, os dados ressaltam a retomada dos serviços da indústria de lazer, museus, salões de beleza, academias, centros comerciais e gastronômicos em Liaoning, Sichuan, Jiangxi, Zhejiang, nas municipalidades de Pequim e Shanghai. Além disso, esta última diminuirá amanhã o seu nível de emergência sanitária. 

Quinze províncias anunciaram datas neste mês para reiniciar as aulas em centros de ensino médio, pois os alunos desse nível necessitam preparar-se para os exames importantes programados para junho.

Outro sinal relevante é a retirada de muitos postos de saúde estabelecidos nas ruas ou estações de metrô para medir a temperatura corporal, uma maior presença de trabalhadores nos escritórios e a volta dos hospitais a suas funções originais. 

Mas os contínuos relaxamentos estão sendo acompanhados por regras que permitem manter os resultados positivos dos mecanismos de prevenção e controle, pois depois de dois meses de sua adoção o país baixou a zero os contágios locais de Covid-19 e reporta cifras de um dígito nas mortes diárias. 

Nesse contextos os cidadãos devem ter um atestado de saúde para usar o transporte público ou visitar locais de lazer, reservar as entradas por internet registrando dados de identificação. 

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Dados oficiais precisam que mais de 90% dos trabalhos na indústria já foram reativados

Hubei assegura propagação zero do Covid-19 de quem teve recaída

As autoridades sanitárias de Hubei, província más afetada da China asseguraram hoje que nenhum paciente que tenha tido o Covid-19 mais de uma vez transmitiu a doença a outros, pois continuam seguindo a quarentena uma vez comprovada a recaída.  

Tu Yuanchao, vice-diretor da Comissão Local de Saúde disse à imprensa que esse grupo recebe terapias nos hospitais designados para tratar a afecção respiratória e são submetidos a outros 14 dias de isolamento em casa após a alta médica. 

Segundo detalhou, a província garante de imediato o monitoramento constante, exames de sangue, uso de produtos bioquímicos e tomografias do tórax, entre outros procedimentos, uma vez detectada a febre, tosse ou outros sintomas da Covid-19.

Além do mais, Tu indicou que os laboratórios analisam em profundidade as amostras para obter mais informação e resolver as incógnitas sobre a doença. 

O funcionário enfatizou que esses pacientes não são contados como novos casos, pois foram incluídos nas estatísticas quando ficaram doentes pela primeira vez. 

As declarações de Tu complementam um comunicado do governo de Wuhan, capital de Hubei, em que desmente informações sobre a existência de mais de 100 novos infectados na cidade, que reportou oficialmente seu quinto dia consecutivo livre de contágios diários. 

De acordo com o texto, investigações sobre os casos mencionados em um artigo na internet comprovaram que nenhum é recente nem tampouco foram registrados no hospital Tongji.

Também considerou incorreto difundir rumores sobre a negativa de centros assistenciais de Wuhan de aceitar e fazer provas do Covid-19 a pacientes que residem fora de seus respectivos distritos.

A resposta do governo local cumpre a orientação do presidente chinês, Xi Jinping, de manter a população atualizada de maneira transparente, constante e imediata, pois muitas vozes coincidem em que o segredo inicial levou ao problema epidemiológico de agora. 

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, desde 19 de março Wuhan se mantém sem casos confirmados após a explosão da afecção respiratória em dezembro passado. 

No entanto, há mortes e nas últimas horas se acrescentaram nove registradas em todo o país.

China contabiliza atualmente 3.276 mortes, 72.841 pacientes de alta médica e 81.600 enfermos de Covid-19, incluídos 353 entre compatriotas chegados do exterior. 

As autoridades de Wuhan anunciaram que vão por maior atenção aos pacientes com febre e se propõem a rastrear alguns que não manifestam sintomas visíveis, mas são capazes de transmitir da afecção respiratória para evitar um rebrote.

O foco estará nas comunidades, pois a cada dia mais residentes saem às ruas e outros chegam de fora após o afrouxamento da quarentena aplicada em edifícios inteiros e a proibição de ingressar à cidade mais afetada da China que durante o pior momento da crise ficou enclausurada, com restrições ao movimento de pessoal e transporte, e a mobilização de médicos e recursos de todas as partes do país.


Redação Prensa Latina

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Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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