Eleições na Nicarágua Foto: Reprodução PT.org

Gustavo Porras: Nicarágua terá eleições, mas golpistas e defensores de sanções não poderão disputar cargos

O presidente da Assembleia Nacional, Gustavo Porras, afirma que as reformas constitucionais preservam o pluralismo político, mas impedem candidaturas de pessoas que tenham apoiado golpes de Estado, sanções internacionais ou intervenções contra a Nicarágua

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Tradução: Ana Corbisier

O presidente da Assembleia Nacional da Nicarágua, Gustavo Porras, reafirmou que o país continuará realizando eleições com a participação de diferentes partidos políticos, dentro de um sistema definido pelas leis nacionais e pelos interesses do povo nicaraguense.

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Gustavo Porras Cortés – Twitter X

“Vai haver eleições, sim. Há diferentes partidos políticos”, afirmou Porras durante entrevista à TN8, na qual explicou os principais alcances das reformas constitucionais relacionadas ao modelo eleitoral.

O presidente do Parlamento esclareceu que a proposta não limita a participação por razões ideológicas, mas estabelece impedimentos para aqueles que tenham atuado contra a ordem constitucional, a soberania e a estabilidade do país.

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“Mas os nicaraguenses honestos, independentemente de seu pensamento político, podem participar”, afirmou.

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Porras explicou que as mudanças buscam impedir que pessoas vinculadas a ações golpistas, a pedidos de intervenção estrangeira ou a campanhas por sanções contra a Nicarágua utilizem os processos eleitorais para tentar chegar ao poder.

“Os que já começaram a lançar suas candidaturas são golpistas, traidores da pátria, vivem pedindo intervenção em nosso país e aplaudem as sanções contra o Estado, contra as instituições e contra os cidadãos nicaraguenses. Ou seja, esses não podem ser candidatos. Como isso poderia acontecer?”, declarou.

Nessa perspectiva, as reformas pretendem fortalecer um modelo eleitoral soberano, no qual a participação política permaneça aberta aos nicaraguenses que atuem dentro da Constituição e respeitem a independência e a autodeterminação nacional.

“Porque precisamos de estabilidade, precisamos de segurança e precisamos de paz. E vai haver democracia, obviamente. Há democracia. A democracia do povo nicaraguense”, sustentou Porras.

A proposta reafirma, assim, a continuidade das eleições e do pluralismo político, ao mesmo tempo em que estabelece limites para aqueles que apoiem ações que afetem o Estado, suas instituições e a população nicaraguense.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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