Pesquisar
Pesquisar
A aliança estratégica entre China e Rússia, tanto no plano energético quanto no militar, reconfigura o mapa do poder mundial. (Foto: Sergei Bobylev - RIA Novosti / Kremlin)

Cannabrava | Uma Nova Era para a Humanidade: Brics+, OCX e o fim da hegemonia

Já não vivemos em um mundo unipolar comandado pela City de Londres e por Wall Street, que durante décadas impuseram uma ordem capitalista hegemonizada pelo capital financeiro

Paulo Cannabrava Filho
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

A cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), somada à expansão do Brics+ em 2024, sinaliza o que Helga Zepp-LaRouche, do Instituto Schiller, chamou de “o surgimento de uma nova era para a humanidade”. Estamos diante de uma transformação histórica: 38 países, reunindo quase 6 bilhões de pessoas — cerca de 75% da população mundial — articulam-se em torno de projetos comuns de desenvolvimento, segurança e soberania.

Na comemoração, nesta quarta-feira (3), dos 80 anos da vitória da China sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial, a nação chinesa demonstrou sua centralidade nesse novo cenário, recebendo líderes de todo o mundo. A reunião entre Xi Jinping e Vladimir Putin foi simbólica: assinaram um memorando sobre o gasoduto da Sibéria, consolidando a China como principal compradora do petróleo russo. Assim, o bloqueio imposto pelos Estados Unidos perde eficácia, já que a Rússia continua vendendo energia para o resto do planeta.

Xi Jinping reafirmou a necessidade de superar o hegemonismo e a mentalidade de Guerra Fria, propondo uma governança internacional mais justa e multilateral. Putin, por sua vez, criticou as ações unilaterais do Ocidente e defendeu um sistema global equilibrado. A aliança estratégica entre China e Rússia, tanto no plano energético quanto no militar, reconfigura o mapa do poder mundial. Seus avanços tecnológicos — como os foguetes hipersônicos — tornam ultrapassada a supremacia bélica estadunidense.

Cannabrava | Tianjin: a Cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai

Já não vivemos em um mundo unipolar comandado pela City de Londres e por Wall Street, que durante décadas impuseram uma ordem capitalista hegemonizada pelo capital financeiro. Esse arranjo, baseado na exploração e na desigualdade, encontra hoje resistência organizada no Sul Global e em blocos como Brics+ e OCX, que demonstram ser possível construir uma ordem multipolar, mais representativa e democrática.

* Texto redigido com auxílio do ChatGPT.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Paulo Cannabrava Filho Iniciou a carreira como repórter no jornal O Tempo, em 1957. Quatro anos depois, integrou a primeira equipe de correspondentes da agência Prensa Latina. Hoje dirige a revista eletrônica Diálogos do Sul Global, inspirada no projeto Cadernos do Terceiro Mundo.

LEIA tAMBÉM

Militares argentinos durante a ditadura na Argentina - 1981. (Foto: Eduardo Longoni / Museu de Arte e Memória da Argentina)
1976: o que acontecia no mundo enquanto a Argentina era mergulhada na repressão
EUA avançam em destruição global, mas são incapazes de vencer Irã, afirma coalização internacional
EUA avançam em destruição global, mas são incapazes de vencer Irã, afirma coalizão internacional
A Mãe Palestina memória da pátria e voz inabalável da resiliência
A Mãe Palestina: memória da pátria e a voz inabalável da resiliência
Sindicato e Federação dos Metalúrgicos lançam livro pró-Palestina em São Carlos (2)
Sindicato e Federação dos Metalúrgicos lançam livro pró-Palestina em São Carlos