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Justiça brasileira garante o fornecimento de medicações de alto custo quando não há outras alternativas registradas — justamente o caso de Natália. (Imagem: Reprodução / Facebook)

Pela vida de Natália Pimenta: campanha por medicação urgente já soma 6 mil assinaturas; participe!

Dirigente do PCO, mãe de dois filhos pequenos e atualmente na UTI, Natália enfrenta obstáculo na justiça brasileira para acessar remédio contra tipo raro de laucemia

Guilherme Ribeiro
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

Apenas uma decisão judicial separa uma paciente com câncer e o remédio necessário para salvar sua vida. Esse é o caso da companheira Natália Costa Pimenta, dirigente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal).

Vítima de leucemia, que atinge a medula óssea e o sangue, Natália está nesse momento internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Seu tipo de câncer, porém, é raro e exige uma medicação chamada Revumenib, fabricada nos Estados Unidos.

O fármaco é novo e extremamente caro: meses de tratamento podem alcançar milhões de reais. Para acessá-lo, Natália e sua família entraram com uma liminar na Justiça brasileira — ou seja, em caráter de urgência — para que o Sistema Único de Saúde (SUS) o forneça imediatamente, considerando a gravidade do quadro. O Judiciário, porém, pediu o processo completo, que pode durar meses até que a droga seja adquirida.

A resposta judicial se baseia em uma mera tecnicalidade: o remédio ainda não foi registrado no Brasil e a Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Medicamentos, em tradução livre) dos EUA aprovou o composto exclusivamente de forma expressa. Isso quer dizer que faltam formalidades para a validação definitiva — como estudos sobre efeitos a longo prazo —, mas os testes já concluídos em centenas de pacientes demonstram que é seguro e possui eficácia comprovada.

Vale lembrar, ainda, que a Justiça brasileira garante o fornecimento de medicações de alto custo quando não há outras alternativas registradas — justamente o caso de Natália, que já foi submetida a outros tratamentos, sem sucesso.

Diante dessa situação, que se agrava a cada minuto de espera, a família da brasileira lançou um abaixo-assinado para pressionar o judiciário a autorizar o fornecimento do Revumenib de imediato.

Para participar, clique aqui.

Natália, 40 anos, mãe de dois filhos pequenos, enfrenta uma batalha tripla: contra o câncer, contra a burocracia judicial e contra um sistema de saúde que, açoitado por cortes orçamentários sob a pressão de especuladores financeiros e banqueiros, tem buscado cada vez mais negar requisições para medicações de alto custo.

Nota: o abaixo-assinado na plataforma Change.org se dedica exclusivamente a pressionar por uma decisão judicial favorável. Para contribuir financeiramente, a família de Natália pede que os envios sejam feitos diretamente para o pix: joao29pimenta@gmail.com.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Guilherme Ribeiro Jornalista graduado pela Unesp, estudante de Banco de Dados pela Fatec e colaborador na Revista Diálogos do Sul Global. Mais conteúdos em guilhermeribeiroportfolio.com.

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