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Gustavo Petro - Reprodução Twitter X @petrogustavo

Petro entrega documentos e insiste que houve fraude na eleição presidencial colombiana

Presidente colombiano sustenta que o cadastro eleitoral foi alterado cinco dias antes da votação e afirma que as mudanças favoreceram o candidato da extrema direita Abelardo de la Espriella

Jairo Gómez
La Jornada
Bogotá

Tradução:

Tradução: Isabelle Paiva

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, insistiu em 2 de junho que houve fraude nas eleições de 31 de maio, nas quais, no primeiro turno, venceu o candidato da extrema-direita.

Depois de questionar os resultados poucas horas após a conclusão da apuração preliminar dos votos, o presidente Petro afirmou que surgiram mais de 800 mil novas cédulas de identidade que não constavam no cadastro eleitoral divulgado pela Registraduría — autoridade eleitoral — dias antes do pleito.

Em sua conta no X (ex-Twitter), Petro explicou que “a modificação consistiu em alterar o cadastro eleitoral e o número de locais de votação. A dimensão da modificação é a seguinte: cadastro oficial 41.421.973 (publicado pela Registraduría como colombianos aptos a votar). Esse número foi alterado na Divisão Política Eleitoral (DIVIPOL), no sistema dos irmãos Bautista (empresa privada proprietária do sistema), em 26 de maio de 2026 (cinco dias antes das eleições), para o seguinte total: 42.307.373”.

Segundo o presidente, essa modificação, que ele demonstra por meio de documentos públicos, resultou em “uma diferença de 885.409 novas cédulas que não foram registradas dentro do prazo legal”.

Ele afirma que também foram alterados os locais de votação, ampliados da seguinte forma: “de 13.472 para 14.438 na DIVIPOL, sistema dos irmãos Bautista; diferença de 696 locais de votação”.

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Para sustentar sua denúncia, Petro declarou que “é nessas mesas que se encontra a vantagem de 635 mil votos com que Abelardo (de la Espriella, candidato da extrema-direita) supera (o candidato do governista Pacto Histórico, Iván) Cepeda. Entrego o dado completo das 5.300 mesas”.

Os documentos aos quais o mandatário colombiano se refere foram colocados à disposição das autoridades eleitorais e tornados públicos por meio de sua conta no X.

A Registraduría, instituição encarregada de realizar as eleições e garantir a apuração preliminar e a contagem oficial dos votos, ainda não se pronunciou sobre as denúncias. Com base em documentos e outras evidências, o presidente Petro insiste que houve fraude.

Embora o candidato de esquerda Iván Cepeda tenha descartado alterações em algumas mesas de votação, ele compartilha a denúncia de Petro e também sustenta que houve 885 mil novas cédulas, o que teria contribuído para uma discrepância significativa.

A Colômbia se prepara para o segundo turno presidencial, marcado para 21 de junho, em meio às insistentes denúncias de fraude feitas por Petro, que colocam em dúvida a transparência do processo eleitoral, respaldada por outros órgãos de controle e pela Missão de Observação Eleitoral da União Europeia.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Jairo Gómez

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