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Quando Jerí foi eleito presidente do Parlamento, investigação por estupro contra ele ainda estava aberta. (Foto: Presidência do Peru / Flickr)

Denúncias por estupro e corrupção: quem é José Jerí, novo presidente do Peru

José Jerí foi eleito presidente do Congresso em 26 de julho, quando ainda era alvo da investigação por estupro; nesta sexta-feira (10), assumiu o posto de Dina Boluarte

Redação Página | 12
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Buenos Aires

Tradução:

Tradução: Guilherme Ribeiro

O presidente interino que o Congresso do Peru elegeu para substituir a destituída Dina Boluarte é José Jerí (38), um deputado de extrema direita que há poucos meses foi denunciado por “corrupção” e pelo estupro de uma mulher.

Ao tomar conhecimento de sua designação, a Coordenadora de Direitos Humanos do Peru denunciou que “nenhum funcionário com denúncias graves deveria assumir a mais alta representação do Estado” e exigiu “basta a impunidade no poder”

Jerí tem 38 anos, nasceu em Lima, é católico, vive com uma companheira sem ser casado e não tem filhos. Desde 2013 é filiado ao partido direitista “Somos Perú”, onde exerceu vários cargos e se candidatou em diversas eleições para integrar a Prefeitura de Lima, mas nunca foi eleito.

Autodenomina-se “advogado e defensor dos animais” e é muito ativo nas redes sociais. Conseguiu uma cadeira no Congresso, mas como suplente do ex-presidente Martín Vizcarra (2018-2020). Em 26 de julho, foi escolhido como presidente do Congresso.

Já nesta sexta-feira (10), jurou o cargo de chefe de Estado, apesar de ter sido protagonista de dois escândalos: foi acusado de beneficiar uma empresa quando integrava a Comissão de Orçamento do Parlamento e, no início do ano, uma mulher o denunciou por estupro junto a outro homem, durante uma reunião social no distrito de Canta.

Jerí negou essa última acusação e foi absolvido há dois meses. Apesar disso, recebeu críticas por parte de organizações de direitos humanos. Vale lembrar que, quando foi eleito presidente do Parlamento, a investigação por estupro ainda estava aberta.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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