Pesquisar
Pesquisar
Silvinho partiu, mas sua obra permanece como testemunho do nosso passado e como farol para as gerações futuras. (Imagem: TV Brasil - modificado)

Cannabrava | Se foi um dos maiores documentaristas brasileiros

Silvio Tendler se dedicou a dar voz àqueles que foram silenciados pela história oficial, fazendo do cinema um instrumento de resistência, pedagogia popular e construção de identidade

Paulo Cannabrava Filho
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

Recebo com imensa tristeza a notícia do falecimento de Silvio Tendler, o querido Silvinho. Um amigo, um companheiro de tantas lutas, e sem dúvida um dos maiores documentaristas da história do Brasil. Com mais de cem obras realizadas, deixou um legado monumental de memória e consciência crítica.

Silvio se dedicou a dar voz àqueles que foram silenciados pela história oficial. Retratou figuras como Juscelino Kubitschek, João Goulart, Carlos Marighella, entre muitos outros que marcaram a vida política e cultural do nosso país. Seu cinema foi um instrumento de resistência, de pedagogia popular, de construção de identidade.

Sua ausência é uma perda irreparável. Mas sua obra permanece como testemunho do nosso passado e como farol para as gerações futuras. Silvinho partiu, mas sua voz seguirá viva em cada filme, em cada imagem, em cada lembrança que nos deixou.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Paulo Cannabrava Filho Iniciou a carreira como repórter no jornal O Tempo, em 1957. Quatro anos depois, integrou a primeira equipe de correspondentes da agência Prensa Latina. Hoje dirige a revista eletrônica Diálogos do Sul Global, inspirada no projeto Cadernos do Terceiro Mundo.

LEIA tAMBÉM

Refletir, libertar, oprimir o cinema como arena de disputa por sentidos
Refletir, libertar, oprimir: o cinema como arena de disputa por sentidos
Vitória de Wagner Moura joga luz a obras comprometidas com a memória”, afirmam diretores de Operação Condor a (1)
“Vitória de Wagner Moura joga luz a obras comprometidas com a memória”, afirmam diretores de "Operação Condor"
O marxismo de Jacques Roumain, fundador do Partido Comunista Haitiano
O marxismo de Jacques Roumain, fundador do Partido Comunista Haitiano
Série “Operação Condor” abre 2026 (1)
Série “Operação Condor” abre 2026 com lançamento no Rio e apresentação à CNTE, em Brasília