Recebo com imensa tristeza a notícia do falecimento de Silvio Tendler, o querido Silvinho. Um amigo, um companheiro de tantas lutas, e sem dúvida um dos maiores documentaristas da história do Brasil. Com mais de cem obras realizadas, deixou um legado monumental de memória e consciência crítica.
Silvio se dedicou a dar voz àqueles que foram silenciados pela história oficial. Retratou figuras como Juscelino Kubitschek, João Goulart, Carlos Marighella, entre muitos outros que marcaram a vida política e cultural do nosso país. Seu cinema foi um instrumento de resistência, de pedagogia popular, de construção de identidade.
Sua ausência é uma perda irreparável. Mas sua obra permanece como testemunho do nosso passado e como farol para as gerações futuras. Silvinho partiu, mas sua voz seguirá viva em cada filme, em cada imagem, em cada lembrança que nos deixou.



