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Mais uma vez, fica evidente: o imperialismo dos Estados Unidos é o principal inimigo de qualquer nação que deseje ser soberana. (Foto: Joyce N. Boghosian / Casa Branca)

Cannabrava | Tarifaço de Trump: o imperialismo ianque e o prejuízo dos dois lados

Medida de Trump desorganiza cadeias produtivas inteiras, inclusive dentro do próprio território ianque; enquanto Brasil busca canais de entendimento, imperialismo levanta muros

Paulo Cannabrava Filho
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

O Brasil quer negociar. Estende a mão, busca o diálogo. Mas os Estados Unidos não apenas negam qualquer tentativa de entendimento como anunciam novas sanções. Querem endurecer. Preferem o confronto à cooperação, a imposição ao diálogo.

Com o tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump ao café, ao açúcar e ao suco de laranja do Brasil, além dos impactos severos à Embraer — cuja produção depende de componentes made in USA —, não é apenas o Brasil que perde. Também saem no prejuízo os próprios fornecedores dos Estados Unidos.

Essa medida não afeta apenas a exportação de produtos agrícolas e industriais brasileiros. Ela desorganiza cadeias produtivas inteiras, inclusive dentro do próprio território ianque. Veja o caso da Embraer: os aviões são montados no Brasil, mas com peças vindas dos EUA. Se encarece de um lado, trava do outro.

E aqui cabe um esclarecimento conceitual: não diga “americanos”, diga “estadunidenses”. Americanos somos todos nós, do Alasca à Terra do Fogo. Eles, no entanto, se apropriaram do termo e do continente. São, na verdade, os ianques imperialistas. E mais uma vez mostram sua verdadeira face com esse gesto de hostilidade comercial.

O que o Brasil quer é negociar. O momento exige diálogo, exige cooperação. Mas o governo dos Estados Unidos, mais uma vez, se recusa a sentar à mesa. Não quer negociar. Não quer ouvir. Prefere impor, mesmo que isso signifique prejudicar os dois lados. Inclusive anuncia mais e novas sanções contra personalidades do governo e do judiciário. Investe também contra o Pix (brasileiríssimo) e quer as terras raras.

Confira mais análises sobre as tarifas de Trump contra o Brasil.

Essa negativa à negociação não é apenas um gesto de arrogância. É a expressão mais crua do imperialismo. Enquanto o Brasil busca canais de entendimento, os ianques levantam muros. Em vez de cooperação, impõem sanções. Em vez de construírem pontes, colocam barreiras.

Mais uma vez, fica evidente: o imperialismo dos Estados Unidos é o principal inimigo de qualquer nação que deseje ser soberana.

* Artigo redigido com auxílio do ChatGPT.

* * *

Paulo Cannabrava Filho é autor de uma vintena de livros em vários idiomas, destacamos as seguintes produções:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Paulo Cannabrava Filho Iniciou a carreira como repórter no jornal O Tempo, em 1957. Quatro anos depois, integrou a primeira equipe de correspondentes da agência Prensa Latina. Hoje dirige a revista eletrônica Diálogos do Sul Global, inspirada no projeto Cadernos do Terceiro Mundo.

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