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Enquanto os Estados Unidos recorrem a sanções e ameaças, China e Rússia ampliam sua cooperação, atraem parceiros estratégicos e demonstram ao mundo que existe vida política fora da órbita ocidental (Foto: Sergei Bobylev, RIA Novosti / Kremlin)

Cannabrava | Tianjin: a Cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai

A cúpula em Tianjin deixou evidente que a tentativa de isolamento da Rússia fracassou e que a OCX emerge como um polo de poder global

Paulo Cannabrava Filho
Diálogos do Sul Global

Tradução:

Reunidos em Tianjin, na China, mais de 30 líderes mundiais, incluindo cerca de 20 chefes de Estado, participaram da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX), realizada entre 31 de agosto e 1º de setembro. O encontro mostrou a força do bloco como espaço alternativo de articulação política, econômica e militar, distante da lógica de dominação ocidental.

O presidente Xi Jinping conduziu os trabalhos com uma habilidade diplomática notável, enquanto o encontro entre o líder chinês e Vladimir Putin foi um dos pontos altos da cúpula. Ambos reafirmaram a aliança estratégica que já se consolidou como eixo de estabilidade e contraponto à hegemonia ocidental. Xi destacou que a parceria China–Rússia é “inquebrantável” e que juntos os dois países continuarão atuando pela multipolaridade. Putin, por sua vez, agradeceu o apoio chinês diante das sanções ocidentais e reforçou que a cooperação energética é apenas uma face de uma aliança mais ampla, que envolve segurança, comércio e tecnologia.

Na mesma ocasião, os dois assinaram um memorando para a construção do gasoduto Power of Sibéria 2, consolidando a China como o maior comprador de petróleo russo e esvaziando os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos e Europa.

Outro encontro significativo foi entre Xi e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia. Apesar das tensões recentes na fronteira, os dois líderes demonstraram cordialidade e disposição para cooperação. Essa aproximação reforça o papel da OCX como fórum de diálogo e estabilidade regional.

Xi também recebeu Kim Jong-un, da Coreia do Norte, e o presidente do Irã, consolidando laços com países alvos de sanções ocidentais. Essa rede de entendimentos fortalece a posição da OCX frente às pressões externas.

Nesta terça-feira (2), logo após a Cúpula, a China comemorou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e da vitória contra a agressão do Japão, realizando um desfile militar impressionante. Mísseis hipersônicos, drones submarinos, veículos blindados e tropas disciplinadas desfilaram em Pequim, enviando uma mensagem clara: a China tem capacidade militar para agir se necessário, inclusive em relação a Taiwan.

Vladimir Putin, Narendra Modi e Xi Jinping juntos na cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX). (Foto: Kremlin)

A cúpula em Tianjin deixou evidente que a tentativa de isolamento da Rússia fracassou e que a OCX emerge como um polo de poder global. Enquanto os Estados Unidos recorrem a sanções e ameaças, China e Rússia ampliam sua cooperação, atraem parceiros estratégicos e demonstram ao mundo que existe vida política fora da órbita ocidental.

* Texto redigido com auxílio do ChatGPT.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Paulo Cannabrava Filho Iniciou a carreira como repórter no jornal O Tempo, em 1957. Quatro anos depois, integrou a primeira equipe de correspondentes da agência Prensa Latina. Hoje dirige a revista eletrônica Diálogos do Sul Global, inspirada no projeto Cadernos do Terceiro Mundo.

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