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ToggleDrones da Ucrânia atingiram, na madrugada de 12 de julho, outros dez navios-tanque no mar de Azov, impedindo que abasteçam a península da Crimeia com o combustível de que tanto necessita. A ofensiva praticamente bloqueou a região ao colocar em sério risco o tráfego marítimo pelo estreito de Kerch, além de atingir quatro balsas russas utilizadas na logística militar.

Desde 6 de julho, quando começaram os ataques diários contra embarcações russas no mar de Azov, a Ucrânia — por meio dos comunicados diários de Robert Brovdi, comandante da unidade de veículos aéreos não tripulados ucranianos — informa ter afundado, incendiado ou danificado, em ataques de drones, 90 petroleiros, rebocadores, balsas e navios de carga seca.
Essa situação obrigou as autoridades russas a fechar temporariamente à navegação, a partir do sábado anterior, o canal Don-Azov, que liga o rio e o mar de mesmo nome e é fundamental para as exportações de cereais da Rússia.
Paralelamente, a Ucrânia continuou bombardeando instalações do setor energético no interior da Rússia e, neste domingo, a refinaria de Sizran, na região de Samara, pertencente à petroleira Rosneft e já atacada em ocasiões anteriores, voltou a ser tomada pelas chamas.
Durante a semana, a Rússia atacou Kiev três vezes com mísseis e drones, deixando um elevado número de mortos, feridos e edifícios destruídos. A defesa antiaérea ucraniana continua especialmente vulnerável aos mísseis balísticos, mas a Rússia empregou, ao todo, apenas 41 artefatos desse tipo, do modelo Iskander.
A Rússia também continuou bombardeando Kharkiv, Sumy e outras cidades ucranianas e, pelo segundo dia consecutivo, os portos de Odessa e Chornomorsk, no mar Negro. De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa russo, em 12 de julho foram destruídas “instalações utilizadas para o descarregamento e armazenamento de cargas militares, combustíveis e lubrificantes”.
Mudanças no governo
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, propôs neste 12 de julho que a ainda primeira-ministra, Yulia Svyrydenko, assuma uma das embaixadas consideradas estratégicas, dentro do que chamou de “estratégia política renovada”, que torna necessária uma “reorganização do governo”.
De acordo com a nova estratégia, “cada eixo prioritário da política externa ficará sob responsabilidade de uma pessoa específica, com ampla experiência e capaz de implementar o que acordamos entre os líderes (nas recentes cúpulas do G7 e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)) e o que o povo ucraniano espera”, explicou Zelensky nas redes sociais.
Ele acrescentou: “Agradeço a Yulia por seu trabalho claro, estável e eficaz no cargo de primeira-ministra (…). Propus que ela lidere uma nova e importante frente de atuação nas relações com um parceiro-chave”.
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Para Kiev, não há embaixadas mais relevantes do que as de Washington e Bruxelas. Quem assumir a primeira terá, entre outras tarefas delicadas, de concretizar os acordos verbais para obter a licença que permita fabricar projéteis para as baterias antiaéreas Patriot. Já quem assumir a segunda, sede da União Europeia e da Otan, deverá não apenas avançar no processo de adesão ao bloco europeu, mas também no projeto de defesa antimísseis desenvolvido por alguns países europeus.
Svyrydenko, por meio de uma mensagem no Telegram, confirmou que deixará o cargo de primeira-ministra e manifestou sua disposição de “continuar servindo ao Estado ucraniano e cumprir as tarefas para fortalecer a posição da Ucrânia, defender os interesses nacionais e aproximar uma paz justa”.
Zelensky, que iniciou consultas com os possíveis candidatos e com os diferentes grupos da elite governante, ainda não apresentou à Rada, o Parlamento ucraniano, o nome do sucessor de Svyrydenko.





