“A juventude não aceita mais a precarização do trabalho”, afirma Bianca Mondeja, diretora de Políticas Educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE). Também estudante de Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo (USP) e militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Mondeja foi a convidada do programa Dialogando com Paulo Cannabrava desta terça-feira (26), e falou sobre o papel fundamental do movimento estudantil na resistência às reformas que atacam direitos e na construção de uma nova agenda para o país.
Um dos temas abordados na entrevista foi a escala de trabalho 6×1, denunciada por Bianca como herança escravocrata: “Essa lógica de exploração adoece a juventude e retira qualquer possibilidade de uma vida digna”, destaca. Para ela, o enfrentamento desse modelo é central na luta estudantil, que conecta a pauta da educação à do trabalho.
A militante reforça que os ataques à educação pública não podem ser vistos isoladamente: “Existe uma engrenagem que une o sucateamento da universidade à precarização do trabalho. São dois lados do mesmo projeto.” Nesse sentido, ressalta que a UNE está engajada em mobilizar a juventude para enfrentar tanto a retirada de direitos trabalhistas quanto os cortes na educação.
A dirigente também aponta a importância da solidariedade internacional e da articulação entre movimentos sociais: “A luta não é só contra um governo ou uma medida específica, é contra um sistema que nos explora em escala global”.
Para Bianca, a juventude brasileira tem mostrado sua força nas ruas e seguirá pressionando: “Não vamos recuar. É o nosso futuro que está em jogo”.
A entrevista completa está disponível no canal TV Diálogos do Sul Global, no YouTube. Confira:





