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No ano do13º aniversário de sua morte, legado de Chávez na Venezuela mobiliza comunas diante da intervenção dos EUA

Jovens, comuneiros e lideranças venezuelanas afirmam que o pensamento de Hugo Chávez continua orientando a resistência popular, a organização das comunas e a defesa da soberania diante da intervenção dos Estados Unidos

Leonardo Fernandes
Brasil de Fato
Caracas

Tradução:

Embora algumas narrativas queiram dizer o contrário, o chavismo segue sendo uma força política poderosa na Venezuela, e o pensamento de Hugo Chávez ainda serve de guia para os revolucionários venezuelanos. Inclusive para os jovens, como Antonela, de apenas 17 anos, que saiu às ruas no último 28 de julho para celebrar os 72 anos do nascimento do ex-presidente, falecido em 5 de março de 2013.

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Milícia Nacional Bolivariana da Venezuela, em Caracas, Venezuela, em 5 de Março de 2014, durante aniversário da morte de Hugo Chávez – wikipedia

“Ele nos ensinou a amar a pátria como nossa própria vida, porque quem não ama sua pátria não quer sua mãe, como diz a canção. E ele nos ensinou isso: esse amor pelo nosso povo, esse amor pela nossa pátria e a cuidar sempre uns dos outros”, diz a jovem.

O resgate do legado e da memória do comandante da Revolução Bolivariana ganhou um novo sentido em 2026. Em 3 de janeiro, as forças militares dos Estados Unidos bombardearam o país e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada nacional Cília Flores.

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Menos de seis meses depois, um duplo terremoto de magnitude superior a 7 graus sacudiu a região centro-norte do país, deixando milhares de mortos e desabrigados.

Para Mariela Machado, militante do movimento de moradia, são os ideais que o ex-presidente promoveu que darão ao povo as ferramentas para superar as dificuldades e seguir construindo o socialismo.

“O legado do comandante tem sido, para nós, o elemento fundamental para resistir a esta luta à qual o imperialismo nos submeteu. Hoje estamos aqui sem esmorecer. Não vamos esmorecer. Como disse Martin Luther King, se não podemos voar, caminhamos. Se não podemos caminhar, corremos. Se não podemos correr, engatinhamos.

Mas nunca vamos desfalecer no ideal de construir uma pátria livre, soberana, humana e que seja uma projeção para o mundo inteiro. Não estamos de joelhos; estamos sob a intervenção de uma força desumana, capitalista e selvagem, à qual só interessa nossa riqueza”, afirma Machado.

E foi com o objetivo de estudar e refletir sobre o pensamento de Chávez à luz do atual contexto de ingerência externa contra o país que a Universidade da Comunicação e o Instituto Simón Bolívar reuniram pensadores, lideranças sociais e políticas na cátedra denominada “De Bolívar a Chávez, a arte de vencer se aprende nas dificuldades”.

Embora reconheça a gravidade da intervenção ilegal do governo estadunidense e a permanente ingerência nos assuntos internos do país, a comuneira e deputada nacional Noris Herrera avalia que o chavismo permanece sendo a principal força política do país por um motivo central: não há intervenção que detenha um povo organizado.

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“Este povo se fez governo desde a chegada do comandante Chávez. Assim ele o definiu, assim o mantivemos, e hoje isso se vê expresso em todas as comunas do país. É o povo governando. Isso nos dá esse diferencial importante para garantir que a pátria siga sendo livre, independente e soberana”, pontua a parlamentar.

“Nós, as comuneiras e os comuneros, somos essa força viva à qual Chávez encomendou a pátria, esse poder popular que se expressa na diversidade dos movimentos sociais, mas que hoje também é governo, acompanha todas as necessidades e também os sonhos do povo venezuelano em cada uma das mais de 5.400 comunas do país.”

O que Chávez teria feito no atual contexto? Essa é a pergunta que fazem seus seguidores no 13º ano de sua partida e de seu 72º aniversário.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Leonardo Fernandes

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