Pesquisar
Pesquisar

A Bolívia é atualmente o país latino-americano mais atraente para os investidores

Estabilidade econômica, política e social são os trunfos apresentados por Morales aos empresários que participam da IX Reunião Anual de Investimentos
Nara María Romero
Prensa Latina
Buenos Aires

Tradução:

Estabilidade econômica, política e social, fazem hoje da Bolívia um país de grandes oportunidades para os empresários que assistem a IX Reunião Anual de Investimentos em Emirados Árabes Unidos (EAU).

Assim afirmou o presidente Evo Morales, durante a sua intervenção no fórum econômico onde expôs as principais conquistas de sua gestão e o crescimento sustentável que posicionaram a nação andino amazônica como líder desse setor na região nos últimos seis anos, destacou o canal estatal Bolívia TV.

Morales afirmou que o país se  transformou em um dos novos destinos para investir, apesar da adversa situação internacional, graças às políticas e os programas implementados desde 2006 , em que intervêm de forma efetiva o Estado, o setor público e o privado.

Precisou que em mais de 10 anos quintuplicaram o Produto Interno Bruto (PIB), seus níveis médios de crescimento são de 4,9 por cento, e reduziram a extrema pobreza de 38,2 a 15,2 por cento com cerca de três milhões de habitantes que passaram da classe pobre à média. 

Ressaltou, além disso, a melhoria das condições de vida da população por meio de políticas salariais, o pagamento de bônus para idosos (Renda Dignidade), para mulheres grávidas (Juana Azurduy) e para crianças em idade escolar (Juancito Pinto) ao redistribuir a riqueza.
Da mesma forma, a criação de novas empresas foi incrementada em 388 por cento nos últimos 11 anos e os ingressos do setor privado se multiplicaram por quatro. 

Estabilidade econômica, política e social são os trunfos apresentados por Morales aos empresários que participam da IX Reunião Anual de Investimentos

Prensa Latina
O presidente boliviano Evo Morales em Dubai

O chefe de Estado boliviano recordou que contam com 17 mil quilômetros quadrados de lítio, a maior reserva do mundo, e por isso há a necessidade de contar com sócios para investir em projetos relacionados à era da industrialização pela qual atualmente transitam, e impulsionar o turismo. 

Agregou que a situação geográfica da Bolívia, localizada no centro do continente sul-americano, a converte em uma plataforma logística para conectar o oceano Atlântico com o Pacífico, além dos benefícios que reportaria uma vez concluído o projeto para construir uma estrada de ferro bi oceânica com esse objetivo. 

O Corredor Ferroviário Bi oceânico de Integração pretende ligar os oceanos através dos portos de Ilo (Peru) e Santos (Brasil), atravessando para isso o território boliviano, ao longo de aproximadamente três mil e 755 quilômetros. 

Bolívia estima que a construção poderá ser iniciada este ano, e que 2021 os trens já transportarão mais de 13 milhões de viajantes anuais, e com uma cifra superior de toneladas de carga brindará alternativas logísticas para o comércio exterior desta nação sul-americana

Anteriormente, Morales se reuniu com o ministro de Infraestrutura dos EAU, Abdullah Bin Mohammed Belief Al Nuaimi, e posteriormente com o Príncipe encargado de Assuntos Políticos e Investimentos, Sheikh Ahmed bin Dalmook Al Maktoum.

Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Nara María Romero

LEIA tAMBÉM

crise-humanitaria-iemen
“Economia inclusiva” é hipocrisia do FMI para preservar capitalismo frente à desigualdade global
Mercado de Sucre, na Bolívia
Por que alimentos no Brasil estão caros e na Bolívia, baratos? Segredo está no pequeno produtor
Javier_Milei_and_Santiago_Abascal_(cropped)
Superávit de Milei é ilusionismo contábil: a verdade sobre a economia Argentina
Desigualdade_FMI_Banco-Mundial
Em Washington, Brasil adverte: FMI e BM seguem privilegiando EUA e outros países poderosos