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A OTAN quer entrar na América do Sul

Guilhermina Coimbra

Tradução:

Guilhermina Coimbra*

Brasil x OTAN“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”…, in Einstein, Alberto;

“Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.”  in Edward Everett Hale, clérigo e escritor estadunidense, 1823-1909.
“A OTAN entra na América do Sul”, Lopes Roberto, Pesquisador da USP, Jornalista especializado em assuntos militares, graduado em Gestão e Planejamento de Defesa no Colégio de Estudos de Defesa Hemisférica da Universidade de Defesa Nacional dos Estados Unidos, em Washington, D. C. EUA, cujo texto na íntegra está abaixo – escreve e lemos atentamente o seguinte:
“Amparados em um estudo intitulado Shoulder to Shoulder: Forging a Strategic U.S.- EU Partnership (“Ombro a Ombro: Forjando uma Parceria Estratégica Estados Unidos – União Européia”), produzido por um casal de funcionários do governo americano (ex-Secretário-Assistente Adjunto para Assuntos da Aliança Atlântica dentro do Departamento de Estado) e Frances G. Burwell …” …”autoridades da Organização do Atlântico Norte (OTAN), tentaram arrancar do então ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, um indício que fosse de concordância acerca de uma certa “Iniciativa da Bacia do Atlântico”: o plano de riscar do mapa o conceito básico de divisão entre Atlântico Norte e Atlântico Sul”…A manobra permitiria expandir a influência do pacto militar ocidental pelo formidável corredor de massa líquida – 106,4 milhões de quilômetros quadrados – margeado pela costa oriental do continente americano e pelo litoral ocidental africano – acesso natural aos Oceanos Índico e Pacífico, e ainda à Antártida.
Não deu certo. Firmemente instruído, em Brasília, pelo Ministério das Relações Exteriores – guardião de uma política externa que privilegiava (e ainda privilegia) os contatos Sul – Sul –, Jobim mostrou-se inflexível em negar acolhimento à “Iniciativa da Bacia do Atlântico”. A investida sobre o país gigante da América do Sul foi um desdobramento da expansão da OTAN pós queda do Muro de Berlim, em 1989…”
“A OTAN serve-se, para obter seus propósitos expansionistas, da independência e da agilidade do bloco comercial conhecido como Aliança do Pacífico, entidade que reúne Chile, Peru, Colômbia e México, está prestes a filiar mais nove países – Paraguai inclusive –, e mantém um relacionamento muito mais franco com a União Europeia do que o protecionista, burocratizado, politizado e confuso MERCOSUL. Em Buenos Aires, o notório estreitamento de laços de Chile e Colômbia com a União Européia e a OTAN não é ignorado – e nem as possíveis conseqüências desse processo para o esforço diplomático que os argentinos fazem, objetivando rotular a presença militar britânica nas Falkland (denominação que o arquipélago das Malvinas tem no Reino Unido) como desestabilizadora da paz no Atlântico Sul…”
“Os militares do Chile estão associados aos argentinos na Força de Paz Binacional Cruz del Sur, colocada à disposição das Nações Unidas em dezembro de 2011, mas esse contingente nunca foi requisitado”.

Os nossos comentários são “o dever ser”
Guilhermina CoimbraPerguntas que não querem calar: o fato das Malvinas invadidas não foi suficiente para que já estivessem se preparando? Ou, será que esperam ser pegos de “surpresa”, vale dizer: esperam serem surpreendidos por uma “surpresa” anunciada?

Amigos, “muy amigos”, “friends close friends”, direito de defesa à parte, devidamente assegurado o exercício.
Daí porque escrevemos, confirmamos e enfatizamos a sugestão da necessária criação da OTAS: o Tratado do Atlântico Sul.
O Tratado do Atlântico Sul.L composto de tropas Sul Americanas – é o raciocínio lógico, coerente, de bom senso, natural e inevitável!
Não vemos nenhum inconveniente, nem contra senso, face…” ao reconhecimento do que envolve a América”… do Sul.
Não podemos desfocar: o foco é a América do Sul, onde se situa o Brasil.
No Atlântico Sul os Sul Americanos somente devem admitir a OTAS – Organização do Tratado do Atlântico Sul – que a “inteligentzia” e os MREs dos Estados da América do Sul já deveriam, há muito tempo, ter tido a ideia de estar preparando, face às ameaças veladas, etc.
Isto, porque, a Organização do Tratado do Atlântico Norte / OTAN, rechaçada em toda a Europa, está tentando ameaçar a América do Sul – e já está no Atlântico Sul.
A OTAN declarou que se ocorrer qualquer conflito entre qualquer país e os EUA eles estarão sempre do lado dos EUA.
Mas, insistem para que o Brasil se una a eles na defesa do referido Oceano Atlântico.
Quer dizer: a OTAN insiste para que o Brasil apoie a defesa de interesses contrários aos interesses Sul Americanos?
A insistência é completamente desprovida de bom senso.
Logo o Brasil, o maior país da América do Sul; com interesses grandiosos na América do Sul (pesquisem em fontes confiáveis os superávits dos intercâmbios comerciais Brasil – Venezuela, Brasil – Argentina e outros países Sul Americanos) ; logo o Brasil, signatário da UNASUL; signatário do MERCOSUL, o qual não é absolutamente …”protecionista, burocratizado, politizado e confuso”, muito pelo contrário; logo o Brasil signatário do BANSUR, e signatário de uma série de Tratados Inter regionais Sul Americanos e do BRICS; logo o Brasil amigo de seus vizinhos Sul Americanos, com enormes interesses na América do Sul?
Se a proposta indecente não é uma grandiosíssima audácia, um fazer pouco da inteligência brasileira, é certamente uma insanidade total. E, também, ridícula por demais, a pretensão da OTAN, como dizem os brasileiros e os Sul Americanos!
Fora com a OTAN!
Inimaginável o Brasil dos brasileiros residentes no Brasil, apoiando forças contrárias aos interesses de seus vizinhos.
A posição do Governo do Brasil tem que ser firme: Jamais OTAN! Fora proposta indecente da OTAN! No OTAN! Never indecent OTAN proposal! Go home OTAN! Jamás OTAN! Fuera propuesta indecente de la OTAN!
A rejeição in totum da proposta da OTAN tem que ser feita com todos os argumentos de direito e de fato.
Entre eles o de que, o Brasil é o único país Continente, do qual as empresas internacionais e multinacionais, retiram em paz, os maiores lucros de seus investimentos!
E todas elas tem suas filiais nos demais Estados Sul Americanos, trocam experiências, funcionários e fazem grande negócios.
Já imaginaram a fabulosa remessa de lucro dessas empresas não poder voltar para os respectivos países de onde são nacionais, por causa de uma proposta insana como a da OTAN? Pensem Senhores, “think about Sirs, piensen Señores”!
O Brasil é amigo – podemos, até dizer, o Brasil é o único desinteressado de reivindicações contrárias ao Direito, que eles, os signatários da OTAN ainda conseguem ter. Os demais têm muito, mas, são fortes interesses que os obrigam e ajudam a dissimular o que realmente sentem entre eles: apoiar para dividirem entre si, as reconstruções do que viciosamente costumam destruir, no mundo que se permite ser destruído.

Os brasileiros estão atentos

Os brasileiros estão atentos. Não adianta fazerem as politiquinhas ridículas com os indígenas nem com os favelados, não!
Mas, não se iludam.
O cúmulo da desfaçatez foi a ameaça velada contida na participação de general estrangeiro, representando a OTAN, em Seminário de Defesa internacional, realizada em um Hotel, no Rio de Janeiro, promovido por uma instituição brasileira de relações internacionais.
Disse o general da OTAN:…”de qualquer modo e em qualquer circunstância, a OTAN estará sempre apoiando os EUA…”.
Que apoiem mas não se queixem das reações.
O problema dos Governos Sul americanos é impedir a qualquer custo que sequer tentem transformar a América do Sul em um Oriente Médio, um Egito, uma Síria, um Afeganistão. e outros mais – destruídos pelos Estados signatários da OTAN – e reconstruídos pelos mesmos, a peso de ouro.
Esta tem sido uma nova infeliz e ridícula forma “descoberta” pelos concorrentes desleais e invasores de territórios alheios para burlar os princípios administrativos da contratação pública (publicidade, eficiência, legalidade, moralidade, licitação pública etc, e etc.).
Chegam nos países alvos, destroem tudo e depois posam de “heróis” (???) “bons mocinhos”, como se o restante da humanidade fosse massa acéfala e não percebesse o quanto cobram e recebem pelas reconstruções.

Repúdio às campanhas de desarme

Repúdio, às campanhas do desarmamento da segurança nacional do Brasil! Repúdio ao incentivo à não reação” e à ignorante campanha do desarme do Brasil desarmado: são incentivos implícitos e explícitos para atrair invasores e na seqüência, todo tipo de sofrimento, miséria, penúria, infortúnios.
Por trás da pretensão dos que pregam que o Brasil é “pacífico”, na realidade uma forma de cooptar interesses poderosos de ex adversos do desenvolvimento do Brasil e a de corromper a bandidagem amoral e inconseqüente.
As campanhas do desarmamento do Brasil e da população brasileira, assim, como o incentivo a não reação” são incentivos implícitos e explícitos ao banditismo e à desorganização da segurança pública nos Estados-membros da Federação do Brasil.
A paz advém de atitudes pacíficas, mas, poderosamente persuasivas, corajosamente, demonstrados nos exemplos históricos de como fazer. A paz, que os brasileiros querem para o país no qual residem, é a paz conquistada pelos brasileiros preparados persuasivamente.
Há que se informar a população sobre a necessidade do Estado ter o poder dissuasório, em defesa dos seus dois maiores patrimônios: a vida e o território.
E vivas aos que defenderam e conseguiram defender-se de invasores, exemplos para o Brasil.
Vale lembrar Gonzaguinha …”O Brasil não tem medo de fumaça e não se entrega, não!” .
(*) Guilhermina Coimbra, colabora com Diálogos do Sul é professora-adjunta de Direito Constitucional, Teoria Geral do Estado, Direito Internacional, Instituições de Direito Público e Privado, Legislação Profissional e Social, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ, Brasil, ufrrj@gov.br ; www.ufrrj.gov.br ; Presidente do Instituto Brasileiro de Integração das Nações-IBIN, Advogada; Mestrado em Direito e desenvolvimento/Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/PUC/RJ, Brasil; Doutorado em Direito e Economia/UGF/Rio de Janeiro, Brasil; Membro Coordenadora da Comissão Permanente de Direito Internacional e Membro da Comissão Permanente de Direito Ambiental, ambas do Instituto dos Advogados Brasileiros/CPDI/CPDA/IAB, RJ, Brasil; Membro da International Nuclear Law Association/INLA/Bruxelas, Bélgica, E.mail: info@aidn-inla.be ;Web site: www.aidn-inla.be ; Membro do Conselho da Federação Interamericana Web Site: www.inderscience.com/papers ; E.mail: info@inderscience.com ; E.mail: coimbra@ibin.com.br . Home page: www.ibin. de Advogados desde 1997, Washington, D.C., E.mail: iaba@iaba.org ; Web site: www.iaba.org ; Membro do Conselho Editorial do International Journal of Nuclear Law, Index British Library.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Guilhermina Coimbra

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