Pesquisar
Pesquisar

ALADI celebrou sua XVII Reunião do Conselho de Ministros com a reeleição de Carlos ‘Chacho’ Álvarez

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

ALADINesta quinta-feira, 21 de agosto, se realizou a XVII Reunião do Conselho de Ministros da Associação Latino-americana da Integração (ALADI), na qual foi reeleito Carlos Alberto Álvarez, como Secretário Geral.

aladifotoO chanceler uruguaio, Luís Almagro, teve a seu cargo a inauguração como Presidente do Conselho,e entre outros aspectos explicou o papel da ALADI e seu funcionamento para o desenvolvimento e consolidação do processo de integração regional.

A Embaixadora Representante Permanente do Perú, Aída García Naranjo Morales, como Presidente do Comitê de Representantes, apresentou o relatório de atividades do período 2012-2014, ressaltando que na ALADI se registraram 8 novos acordos, entre os quais 6 foram entre países membros e 2 entre terceiros países; e 43 protocolos adicionais a acordos pré-existentes, entre estes, a adesão do Panamá foi marcada como um dos principais avances.

Acrescentou também “que no comércio intra-regional, 62 % dos ítens estão livres de tarifas, e como resultados dos acordos houve um aumento de 30% do comércio intra-zona”.

Após, Carlos Alberto Álvarez, como Secretário Geral da ALADI, reeleito para o período 2015-2017, falou sobre os processos de integração, a importância da revalorização da América Latina, como uma possibilidade para a construção de uma comunidade de interesses no mundo.

Ele ressaltou a importância da incorporação de novos países, “queremos completar o mapa latino-americano, é necessário incorporar a América Central à ALADI, como fez o Panamá, e também em breve esperamos terminar com os trâmites da Nicaragua, (…) a construção de um espaço econômico mais integrado, um mercado forte e integrado onde se negocie mais, com manufatura e complementariedade econômica”.

O Secretário finalizou dizendo que é necessário um maior compromisso dos países, “no que se refere a pensar como a ALADI pode ajudar nesta tarefa na construção de um mercado básico ampliado, a construção de cadeia de valor, as correntes produtivas, porque acredito que é a tarefa básica que têm a América Latina e é o que vai lhe dar uma fisionomia muito importante”.

Representando a Argentina, participou o Vice-chanceler, Eduardo Zuain, quem comentou que “o objetivo dos processos de integração deve ser o de melhorar a qualidade de vida de nossos povos”, e remarcou também em avançar na “segurança alimentária” da região.

Cabe destacar que na reunião de Ministros foi rejeitado por unanimidade “o acionar” dos Fundos Abutres e reafirmou o apoio à República Argentina, assim como foi dado um apoio unánime “aos legítimos direitos da República Argentina na disputa de soberania relativa à questão das Ilhas Malvinas”.

Acompanhando a delegação da Venezuela, participou o Viceministro para América Latina e o Caribe, Alexander Yánez, quem indicou que uma estratégia fundamental é a “unidade na diversidade para o desenvolvimento”.Para tanto, ele assinalou que se deve conservar a América Latina como zona de paz, acompanhada de uma complementariedade tanto econômica como social, e consciência dos recursos naturais, ademais de uma nova arquitetura financeira regional.

Aprovaram também resoluções relativas, entre outros assuntos, à ampliação da ALADI, a promoção do comercio intra-regional e a participação de organizações sociais, empresariais e de trabalhadores no processo de integração.

A ALADI é o organismo decano da integração regional, atualmente está integrado por 13 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Agência PARLASUL ma-pb-rr-as


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Revista Diálogos do Sul

LEIA tAMBÉM

protestos-peru
Cleptocracia, ignarocracia, bufocracia: o declínio do substantivo "democracia" no Peru
Bolivia-guerra-hibrida-eua (1)
Guerra híbrida na Bolívia entra em nova fase e EUA querem "mudança de regime" até 2025
Petro-Colombia
Petro reage a ataques de guerrilheiros contrários ao acordo de paz: "Não toleraremos"
Milei
"Barbárie" e "desequilíbrio emocional": Petro e Fernández criticam nova selvageria de Milei