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"Amanhã se desencadeará o inferno", anunciou Bannon a Trump sobre ataque ao Capitólio

Nesta segunda (18), foi iniciado nos tribunais o processo contra o ex-assessor de Trump, acusado de dois crimes por desacato ao legislativo
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Washington

Tradução:

O ultradireitista Steve Bannon, que foi assessor do ex-presidente estadunidense Donald Trump (2017-2021), enfrenta a partir desta segunda (18) um processo por desafiar uma citação do comitê do Congresso que investiga o assalto ao Capitólio.

Com a seleção do juri, foi iniciado o processo de Bannon nos tribunais, acusado de dois crimes por desacato ao legislativo por negar-se a testemunhar ou levar documentos à comissão da Câmara de Representantes que analisa as tentativas de Trump de manter-se no poder.

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O processo constitui a primeira vez que um membro do círculo íntimo do ex-governante enfrenta a justiça como resultado das investigações dos distúrbios de 6 de janeiro de 2021, que buscavam impedir a certificação da vitória eleitoral do atual mandatário, o democrata Joe Biden.

O processo legal contra Bannon ocorrerá enquanto transcorre a reta final de audiências públicas do painel seleto, onde testemunhas e pessoas próximas ao magnata republicano apresentaram provas sobre o papel do ex-mandatário e seu círculo íntimo nos eventos de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio.

Nesta segunda (18), foi iniciado nos tribunais o processo contra o ex-assessor de Trump, acusado de dois crimes por desacato ao legislativo

YouTube | Reprodução
Steve Bannon | Ex-assessor de Trump processado por desafiar o Congresso dos EUA

Evidências

O comitê mostrou evidências de que Bannon falou com o então mandatário pelo menos duas vezes em 5 de janeiro, um dia antes dos distúrbios violentos chegando a dizer: “Amanhã se desencadeará o inferno”.

Há alguns dias, aquele que dirigiu em 2016 a campanha que levou Trump à Casa Branca voltou atrás e manifestou sua disposição de se declarar diante da comissão parlamentar.

A mudança de opinião do ex-funcionário ocorreu depois que Trump retirou dele o suposto “privilégio executivo” que o líder republicano invocou quando seu ex-assessor foi convocado pelo comitê, ainda que legalmente isso não representasse uma carta branca para ignorar o Congresso.

O comitê especial se prepara esta semana para a reta final de sua pesquisa, depois de sete audiências públicas.

A próxima audiência está planejada para esta quinta-feira (21) e é provável que ocorra no período noturno, assim como a primeira, em busca de maior quantidade de espectadores pela televisão.

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Os integrantes do painel tentarão reunir todas as evidências de como o ex-presidente e seus aliados lançaram uma campanha de pressão para anular os resultados das eleições de 2020 e, quando esses esforços fracassaram, recorreram à violência com o ataque ao Capitólio.

Segundo os relatórios, o comitê conta com argumentos para formular um caso, embora a competência para acusar criminalmente Trump corresponda ao Departamento de Justiça.

Redação Prensa Latina
Tradução de Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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