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Amelinha Teles: "Meu medo é que o capitão Jair Bolsonaro atue como ditador"

Torturada pelo coronel Ustra, que a mostrou urinada e espancada aos filhos, Amelinha se diz perplexa com a eleição de um "capitão" apoiador da tortura
Arthur Stabile
Ponte Jornalismo

Tradução:

Perseguição política, medo de sair às ruas, tortura. Esses são os temores de Amelinha Telles, de 74 anos, com a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A militante foi presa e torturada na ditadura militar junto ao marido, Cezar Augusto Teles, no Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), em 1972.

Torturada pelo coronel Ustra, que a mostrou urinada e espancada aos filhos, Amelinha se diz perplexa com a eleição de um "capitão" apoiador da tortura

Portal Namu
Amelinha Telles

O torturador, conforme a Justiça brasileira definiu o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, levou os dois filhos de Amelinha para vê-la espancada, vomitada e urinada. Em plena democracia e após mais de sete décadas de vida, ela se diz perplexa, já que nunca imaginou temer a volta daquele momento e na possibilidade de a tortura retornar como política de Estado.

Assista e compartilhe o depoimento de Amelinha:

Revisão e edição: João Baptista Pimentel Neto


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Arthur Stabile

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