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Angela Davis foi a primeira negra candidata a vice presidenta dos EUA, em 1980

Mídia ignorou, mas a filósofa americana disputou duas eleições pelo Partido Comunista
Igor Carvalho
Brasil de Fato
São Paulo (SP)

Tradução:

Nota da redação / Matéria publicada originalmente em 12 de agosto de 2020

Assim que Joe Biden, postulante democrata à presidência dos EUA, anunciou que sua vice será a senadora Kamala Harris, a mídia brasileira a cravou como a primeira candidata negra ao posto na história americana.

Porém, em 1980 e 1984, Ângela Davis disputou as eleições pelo Partido Comunista, na chapa com Gus Hall.

Aos 76 anos, a filósofa e ativista norte-americana é um dos principais nomes da luta contra o racismo no mundo. Uma de suas principais obras é Mulheres, Raça e Classe, de 1980, em que discute a identidade da mulher negra americana.

Na década de 1960 e 1970, ela integrou o grupo Panteras Negras. Hoje, Davis é professora na Universidade da Califórnia.

Mídia ignorou, mas a filósofa americana disputou duas eleições pelo Partido Comunista

Divulgação
Em 1980 e 1984, Ângela Davis disputou as eleições pelo Partido Comunista, na chapa com Gus Hall.

Aos 76 anos, a filósofa e ativista norte-americana é um dos principais nomes da lutra contra o racismo no mundo – Foto: Divulgação

Harris criticou Biden durante as primárias do partido Democratas por se aliar com senadores que pregam a segregação racial, quando ainda pretendia ser candidata à presidência. Ela tem descendência jamaicana e indiana e uma longa carreira como promotora de Justiça nos EUA. 

Aos 55 anos, Harris é senadora e durante seu mandato investiu forças na reforma do sistema policial americano, acusado de violência racial. Na próxima segunda-feira (18), os dois já devem aparecer juntos durante a Convenção Democrata.
Cartaz anuncia a chapa formada por Gus Hall e Angela Davis / Foto: Divulgação

Biden lidera as projeções de intenção de voto por dez pontos percentuais, 51% a 41% entre os eleitores registrados, com 4% de indecisos, segundo a pesquisa Monmouth. A vantagem em relação a Donald Trump, que busca a reeleição, é mais do que Hillary Clinton já conseguiu sobre o republicano na corrida que o elegeu, em 2016.

A má condução do país durante a crise da Covid-19 é apontada como o principal motivo para a perda de apoio que sofre o atual presidente.

Edição: Leandro Melito


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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