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Arte, cultura e solidariedade: conheça Carlinhos Antunes, criador da orquestra de refugiados

A Orquestra Mundana Refugi já possui dois discos e é formada por 21 músicos brasileiros, imigrantes e refugiados de diversas partes do mundo

Mariane Barbosa
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

“Percebi que SP ‘aglutinava’ gente de todos os tipos, mas que não se conversavam. Já na Europa, apesar de todo o racismo, o intercâmbio entre pessoas de vários países ainda é maior que aqui”, diz o cantor, compositor, produtor, arranjador e multi-instrumentista de música popular brasileira Carlinhos Antunes em entrevista à Diálogos do Sul.

Durante a conversa, o músico afirma que sua formação musical é marcada por projetos que unem arte, cultura e solidariedade, como é o caso da Orquestra Mundana Refugi,  que já possui dois discos e é formada por 21 músicos brasileiros, imigrantes e refugiados de diversas partes do mundo.5e007126 4972 493b a4c2 5a8c04d50efd

Carlinhos lembra que ainda nos anos 1970, ao estudar história, se deu conta de que vivemos em um mundo totalmente eurocêntrico e ao conhecer o pensamento do libertador cubano José Martí, passou a viajar pela América Latina e pelo mundo, em busca de mais conhecimento.

A Orquestra Mundana Refugi já possui dois discos e é formada por 21 músicos brasileiros, imigrantes e refugiados de diversas partes do mundo

Reprodução: FaceBook
Carlinhos Antunes em Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer.

Já no início dos anos 1990, entre idas e vindas de Marrocos e Espanha a São Paulo, o compositor criou o que seria o “embrião da Orquestra Mundana”, na época chamado de “Projeto São Paulo de Todos os Povos”.

“São Paulo é uma cidade excludente”, diz o músico ao explicar que montou o projeto para que os grupos “saíssem de seus guetos e se encontrassem”, o mais tarde resultou na aclamada Orquestra Mundana.

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A Orquestra Mundana Refugi surgiu em 2007, após 15 anos de Orquestra Mundana, e foi formada dentro do projeto REFUGI, no Sesc Consolação, que oferecia oficinas musicais gratuitas para imigrantes e refugiados. 

Confira a íntegra da entrevista:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Mariane Barbosa

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