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Asilo para Assange no Brasil: Lula pode ser crucial na libertação do ativista, diz professor

Segundo Andrés del Río, presidente brasileiro sabe como construir apoio, consenso e dar voz a setores que estavam calados, nas sombras

Redação Sputnik Brasil
Sputnik Brasil
Moscou

Tradução:

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Um grupo com cerca de 3.000 professores, ex-ministros e sindicalistas está pedindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que conceda asilo político ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange. O jornalista e ciberativista australiano está detido no Reino Unido desde 2019 e pode ser extraditado para os Estados Unidos.

Em um diálogo com a Sputnik, Andrés del Río, doutor em Ciência Política e professor da Universidade Federal Fluminense considerou que Lula é uma figura ouvida e consensual que pode trazer “novas oportunidades” para Assange.

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O jornalista pode pegar até 175 anos de prisão depois de ser alvo de várias acusações de espionagem pelo governo dos EUA por ter revelado informações confidenciais do governo que expunham as ações de Washington no Iraque e no Afeganistão.

O texto, assinado pelo ex-ministro da Saúde brasileiro José Gomes Temporão e pela ministra da cultura de Dilma Rousseff, Ana de Hollanda, pede ao presidente que adote “providências legais e diplomáticas no sentido do Brasil conceder, da forma mais ágil possível, asilo político” ao australiano.

Esposa de Assange, sobre apoio de Lula: “É um líder global e pode mudar os rumos da história”

Também assinada pelo músico Jaques Morelenbaum e pelo neurocientista Sidarta Ribeiro, a campanha pede que Lula “promova um esforço internacional junto a outros países – a começar pelos do BRICS e do G20 – com vista a obter a aceitação deste asilo político por parte do governo inglês”, segundo o Globo.

Segundo Andrés del Río, presidente brasileiro sabe como construir apoio,  consenso e dar voz a setores que estavam calados, nas sombras

Blog do Esmael | Montagem
Del Río: Interceder no caso Assange "não é um processo simples", já que "diferentes ordens mundiais estão em jogo nesse caso"

Histórico

Andrés del Río lembrou que o presidente do Brasil “sempre se expressou e se posicionou” sobre o caso Assange e reiterou “a necessidade de construir um apoio internacional e multissetorial em defesa do jornalista”.

De fato, recentemente o presidente expressou sua preocupação com “a possibilidade iminente de extradição do jornalista”, que ele reconheceu ter feito “um importante trabalho de denúncia de ações ilegítimas de um Estado contra outro”.

É preciso lutar por Julian Assange; libertá-lo é garantir a nossa própria liberdade

No Twitter, o presidente brasileiro comentou que “sua prisão vai contra a defesa da democracia e da liberdade de imprensa”, razão pela qual é importante mobilizar a comunidade internacional.

Anteriormente, em maio, o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) descreveu como “vergonhoso” que o jornalista “esteja condenado a morrer na cadeia” e questionou as poucas ações promovidas pelo setor jornalístico para libertá-lo.

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Mesmo antes de iniciar seu mandato em novembro de 2022, o líder se reuniu com representantes do WikiLeaks e pediu que Assange “seja solto de sua injusta prisão”.

Possibilidades desconhecidas

Nesse contexto, del Río considerou que, embora “as possibilidades reais de asilo político para o jornalista e fundador do WikiLeaks ainda sejam desconhecidas”, novas oportunidades estão se abrindo com um possível impulso de Lula da Silva.

“O presidente Lula sabe como construir apoio, construir consenso e também dar voz a setores que estavam calados, nas sombras. A liderança do presidente brasileiro pode trazer novas oportunidades em relação a este caso”, expressou o analista.

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O especialista também ressaltou que Lula “rompe com a monotonia” do caso Assange e “traz de volta ao jogo, na nova ordem internacional, a situação de injustiça de um jornalista e a liberdade de imprensa”.

Nessa tarefa, Lula pode afirmar que é, neste momento, “uma das personalidades internacionais mais importantes do mundo” e “suas declarações são ouvidas pelas mais diversas personalidades e representantes de Estado”.

Embora tenha enfatizado que sua posição pode lhe permitir “gerar transformações”, ele garantiu que interceder no caso Assange “não é um processo simples”, já que “diferentes ordens mundiais estão em jogo nesse caso”.

Redação | Sputnik


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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