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Assange será candidato ao Senado australiano

Revista Diálogos do Sul

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AssangeO fundador do Wikileaks, Julian Assange lançou oficialmente nesta quinta-feira (25) o partido político pelo qual se candidatará ao Senado nas eleições legislativas da Austrália, previstas para setembro. Por meio de uma videoconferência transmitida da embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado desde 19 de junho de 2012, o ciberativista participou de um encontro da organização política, realizado na biblioteca Fitzroy de Melbourne.

Na reunião, Assange anunciou os nomes dos sete candidatos do partido, entre acadêmicos, jornalistas e ativistas de Direitos Humanos. O fundador do Wikileaks também anunciou sua própria candidatura, após cumprir com as exigências legais no início do mês, para concorrer pelo distrito de Victoria.

“O partido Wikileaks se assegurará que o governo faça seu trabalho”, disse Assange, citado pelo diário australiano The Sidney Morning Herald. “Pediremos sempre uma prestação de contas”, acrescentou e afirmou que suas políticas focarão em temas de liberdade de imprensa e mudanças climáticas.

Uma porta-voz do partido, Samantha Cross, disse esperar que Assange possa assumir sua vaga caso seja eleito, mas informou que se isso não for possível, ela será assumida por outro membro do partido. A candidatura do jornalista australiano busca destravar sua atual situação na sede diplomática equatoriana, onde chegou para evitar a extradição à Suécia, país onde é acusado de crimes sexuais.

Segundo os argumentos de sua defesa, os Estados Unidos estariam por trás da denúncia para pdoer julgá-lo e sentenciá-lo à pena de morte pela divulgação de documentos classificados. O Equador concedeu asilo político a Assange, mas o Reino Unido se nega a conceder-lhe o salvo conduto.

Registro Partidário

O partido político Wikileaks, que terá como primeiro candidato Julian Assange, foi registrado na Comissão Eleitoral da Australia para competir nas eleições do Senado que acontecem em setembro deste ano. Apesar de estar refugiado desde 19 de junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres, o jornalista cumpriu com os critérios legais para candidatar-se pelo distrito de Vitoria. “Se for eleito, nossa esperança é que possa assumir sua cadeira no Senado”, diz o comunicado no site do partido. “Porém, se quando chegar o momento ele for incapaz de voltar à Australia, outro membro ocupará seu assento”, acrescenta a página na web.

O partido afirma em seu manifesto que “a informação objetiva, verdadeira e precisa são os fundamentos da vida e da democracia e são essenciais para a proteção dos direitos humanos e liberdades. Insistimos na transparência das instituições governamentais, as empresas e a política das ONGs, de modo que possam ser avaliadas utilizando todos os dados disponíveis”, afirmou a organização.

A candidatura de Assange busca resolver sua atual situação na sede diplomática equatoriana, onde chegou para evitar a extradição à Suécia, país em que é acusado por delitos sexuais.

De acordo com os argumentos do ciberativista, os Estados Unidos estariam por trás da denúnica, para poder julgá-lo e sentenciá-lo à pena de morte pela divulgação de documentos classificados.
O Equador concedeu asilo político a ele, mas o Reino Unidos se nega a conceder o salvoconduto para que possa retornar em segurança a seu país.

* Com informações da agência pública de notícias da Argentina, Télam

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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