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Assassinado há 100 anos, Pancho Villa lutou a sangue e fogo contra ianques e oligarcas

Seu ódio aos ricos não nasceu da leitura de livros, pois conhecia de primeira mão a imensa exploração sofrida pelo povo mexicano

Fernando Bossi
APORREA

Tradução:

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Crivado de balas enquanto se dirigia para uma reunião de família. “Gosto de Parral até morrer”, ele havia dito mais de uma vez, e ali foi assassinado. Era 20 de julho de 1923 e os pobres do México choravam por Pancho Villa.

Dizem que as circunstâncias o levaram, quase como uma criança, a viver fora da lei. Dizem também que quando ele atirou em um fazendeiro que tentava estuprar uma de suas irmãs, foi quando ele começou a agir como bandido. Trabalhou como açougueiro, pedreiro e mineiro. Seu ódio aos ricos não nasceu da leitura de livros, pois conhecia de primeira mão a imensa exploração sofrida pelo povo mexicano, e contra isso se rebelou de arma em punho.

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A Revolução Mexicana o viu pela primeira vez como um comandante de peões que se juntou à luta contra a tirania de Porfirio Díaz, apoiando Madero. Após feitos extraordinários, Villa tornou-se general-chefe da gloriosa Divisão do Norte. A Tomada de Torreón e a Tomada de Zacatecas ficarão para a história como momentos estelares da Revolução.

Ele coordenou com Emiliano Zapata e concordou com ele sobre a necessidade da Reforma Agrária. Enfrentou Venustiano Carranza quando este atrasou as leis revolucionárias que o povo exigia. Ele lutou contra Álvaro Obregón, mas foi derrotado duas vezes nas batalhas de Celaya.

Seu ódio aos ricos não nasceu da leitura de livros, pois conhecia de primeira mão a imensa exploração sofrida pelo povo mexicano

Reprodução
Pancho Villa se convenceu de que os Estados Unidos eram o principal inimigo do México e foi o único estrangeiro a invadir o país do norte

A partir de 1915, sofreu mais reveses do que triunfos, mas quando parecia que sua estrela estava se apagando, o Centauro del Norte reapareceu sob o comando de milhares de camponeses e peões armados. Ele se convenceu de que os Estados Unidos eram o principal inimigo do México. Foi o único estrangeiro a invadir o país do norte quando adentrou a cidade fronteiriça de Columbus. Dez mil americanos tentaram capturá-lo em território mexicano, mas Pancho Villa conseguiu enganá-los. As tropas ianques regressaram assim ao seu país com uma amarga sensação de impotência.

Pancho Villa foi um dos principais líderes da Revolução Mexicana. Ele entendeu que a ganância dos ricos era a causa dos males sofridos pelos pobres. Ele ficou do lado de sua classe e lutou a sangue e fogo contra ianques, oligarcas e políticos. O general Francisco Villa, com suas luzes e sombras, continua sendo um exemplo de patriotismo e redenção social para os latino-americanos.

Fernando Bossi | Aporrea


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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