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Ato fascista de Bolsonaro com motociclistas no Rio custou ao menos R$ 545 mil aos cofres públicos, aponta economista

"Para o cálculo, foram consideradas as horas trabalhadas pelos mil policiais mobilizados no esquema de patrulhamento em torno da manifestação", diz Cerqueira
Altamiro Borges
Blog do Miro
São Paulo (SP)

Tradução:

Na última segunda-feira (24), o Brasil atingiu a marca de 450 mil mortos por Covid-19. A nação segue atrás somente dos EUA em número de óbitos pela doença. Enquanto isso, o “capetão” Jair Bolsonaro faz aglomerações com recursos públicos, como no macabro passeio de motos do domingo (23) — que lembrou o fascista Benito Mussolini na Itália. 

Segundo o site UOL, “o aparato montado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro para garantir a segurança dos participantes do passeio de moto com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) custou aos cofres públicos do estado ao menos R$ 545 mil”. E este foi apenas um dos itens de gasto no ato fascista. 

O valor foi calculado pelo economista Daniel Cerqueira, conselheiro do Fórum brasileiro de Segurança Pública, tendo como base somente o custo em recursos humanos. “Para o cálculo, foram consideradas as horas trabalhadas pelos mil policiais mobilizados no esquema de patrulhamento em torno da manifestação”.

"Para o cálculo, foram consideradas as horas trabalhadas pelos mil policiais mobilizados no esquema de patrulhamento em torno da manifestação", diz Cerqueira

Reprodução/ Twitter
Mussolini e Bolsonaro em "passeios" de moto

“Documentos obtidos pelo UOL no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do governo fluminense mostram que policiais de cerca de 20 batalhões — entre convencionais de área e unidades especializadas — foram mobilizados para a operação a partir das 6 horas da manhã deste domingo (23)”.

O site ainda explica que “o valor real é superior aos R$ 545 mil, já que no cálculo não estão insumos como o combustível utilizado pelas viaturas [cerca de 30 veículos]… Também não estão na conta a alimentação dos PMs de serviço e qualquer material bélico eventualmente utilizado, por exemplo”.

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Altamiro Borges

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