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Bolívia assume presidência da Celac com foco em diálogo e integração regional

"Pedimos aos países-membros que o diálogo constante seja nosso instrumento”, disse chanceler boliviano, que ressaltou a defesa da região como zona de paz
Redação Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

A Bolívia recebeu, nesta segunda-feira (14) a presidência rotativa da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). A função foi desempenhada excepcionalmente por El Salvador durante dois anos.

De acordo com o chanceler boliviano, Diego Pary, o objetivo de seu país à frente do órgão é revitalizar a luta pela integração regional. Ao receber o comando do bloco regional, Pary pediu mais diálogo entre os integrantes do organismo.

Em discurso feito no evento, realizado na sede da chancelaria panamenha, Pary prometeu continuar o processo integrador latino-americano “de acordo com os tempos e desafios atuais”.

“Pedimos aos países-membros que o diálogo constante seja nosso melhor instrumento de trabalho e que as palavras nunca acabem, porque o diálogo será o único mecanismo para construir e avançar na solução das divergências”, afirmou Diego Pary.

Anayansi Rodríguez, vice-ministro cubano das Relações Exteriores, afirmou que seu país fornecerá assistência à gestão boliviana na Celac. 

Diante do tensionamento regional devido à crise política e econômica vivida pela Venezuela, Pary ressaltou que seu foco será na defesa da América Latina como uma zona de paz, de acordo com o que foi aprovado na segunda reunião de cúpula do organismo, em 2014. El Salvador passou excepcionalmente 12 meses a mais à frente da Celac e, durante o período, não foi realizada a cúpula anual de presidentes do bloco. 

A Celac é composta por 33 países do continente e do Caribe. Juntos, eles somam 622 milhões de habitantes. A presidência rotativa é seu órgão de apoio institucional, técnico e administrativo, condição que é exercida consecutivamente por cada Estado-membro por cerca de um ano.

Com informações da AFP e do Brasil 247.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.

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