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Bolívia é reconhecida mundialmente por política econômica de sucesso contra inflação

Conforme aponta Jorge Richter, porta-voz boliviano, país tem indicadores "que ninguém pode ocultar, manipular, nem ajeitar"
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
La Paz

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O porta-voz presidencial, Jorge Richter, destacou na última quinta-feira (26), em conferência de imprensa, um informe do Fundo Monetário Internacional (FMI) que indica a Bolívia como um dos países latino-americanos com a taxa de inflação mais baixa.

Richter fez referência em Chuquisaca a uma nota do jornal Ahora el Pueblo, que cita o FMI indicando que a “Bolívia tem uma das taxas inflacionárias mais baixas do continente americano e do mundo, abaixo dos 5 por cento (…)”.

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Segundo o porta-voz, os organismos internacionais revelam indicadores econômicos “que ninguém pode ocultar, manipular, nem ajeitar”.

Dados publicados pelos Institutos Nacionais de Estatísticas e Bancos Centrais de 18 nações da região confirmam que as milhares de sanções aplicadas pelos Estados Unidos e seus aliados contra a Rússia depois do início de sua operação militar na Ucrânia dispararam este indicador.

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A isso se somou o aumento do consumo devido ao levantamento das restrições sanitárias impostas pela pandemia de Covid-19, o que originou uma escalada nos preços dos alimentos e dos combustíveis com a correspondente perda do poder aquisitivo, principalmente dos setores mais vulneráveis.

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Neste contexto, o índice inflacionário da Argentina, em abril, por exemplo, foi o mais alto da América Latina – uns 6%, e outros 10 países estiveram acima da unidade percentual a partir do Brasil (1,06%).

Conforme aponta Jorge Richter, porta-voz boliviano, país tem indicadores "que ninguém pode ocultar, manipular, nem ajeitar"

Assembleia Legislativa Plurinacional – Flickr

Presidente da Bolívia, Luis Arce

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Uma posição vantajosa ocupa a nação do Altiplano com relação à variação acumulada entre janeiro e abril (0,41%), muito abaixo de seu mais próximo seguidor, o Equador (1,67%) e bem longe da Argentina, que marcou 23,1 unidades percentuais.

Em termos interanuais, a Bolívia também registra o menor índice, com 0,87%, enquanto uma potência econômica da América do Sul, como a Argentina, tem 58%, Brasil 12,13%, Paraguai 11,8% e o Chile 10,5%.

Um recente estudo publicado por The Economist Intelligence Unit (EIU, na sigla em inglês) concluiu que a Bolívia é o país latino-americano mais bem posicionado para resistir aos efeitos das sanções dos Estados Unidos e de seus aliados contra a Rússia.

A análise das repercussões originadas pelas represálias do Ocidente contra Moscou confere ao país do Altiplano a melhor pontuação em estabilidade econômica, baixos índices de inflação, pagamentos de juros e ingressos do setor público controlados.

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Em 2021, a Bolívia registrou uma inflação de 0,9%, também a mais baixa da região, graças às políticas e medidas aplicadas com seu modelo econômico, social, comunitário produtivo em busca da reativação do país, segundo dados do Banco Central da nação andina.

Redação Prensa Latina
Tradução de Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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