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Bolsonaro pensou em enviar tropas para fechar o STF no dia 22 de maio, diz revista Piauí

A base para a intervenção seria o artigo 142 da Constituição, que, na visão de Bolsonaro, permitiria que as Forças Armadas agissem como “poder moderador”

Redação Sul 21
Sul 21
Porto Alegre (RS)

Tradução:

Reportagem da Revista Piauí publicada nesta quarta-feira (5) aponta que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve próximo de ordenar que militares fossem enviados ao Supremo Tribunal Federal para destituir os atuais onze ministros da corte.

d37cb29e d5ec 4dab ab23 62372a0f3b1fA partir de conversas com fontes que pediram anonimato, mas incluindo pessoas que participaram das conversas, a reportagem aponta que, no dia 22 de maio, após ser informado de que o ministro Celso de Mello abriu uma consulta junto à Procuradoria-Geral da República a respeito da possibilidade de apreender o celular do presidente, Bolsonaro considerou que um limite fora ultrapassado e que seria necessário intervir na corte.

A base para a intervenção seria o artigo 142 da Constituição, que, na visão de Bolsonaro, permitiria que as Forças Armadas agissem como “poder moderador”

Foto Montagem / Reprodução
Bolsonaro foi dissuadido da medida e, no mesmo dia, foi publicada uma nota à nação brasileira escrita por Augustol Heleno

Segundo a piauí, participaram inicialmente da reunião o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, sendo depois somados pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e pelos ministros da Justiça, André Mendonça (Justiça), da Defesa, Fernando Azevedo, e pelo advogado-geral da União, José Levi.

A base para a intervenção seria o artigo 142 da Constituição, que, na visão de Bolsonaro e aliados, permitiria que as Forças Armadas agissem como “poder moderador”, interpretação não reconhecida pelo STF.

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Ao fim, Bolsonaro foi dissuadido da medida e, no mesmo dia, foi publicada uma nota à nação brasileira escrita pelo general Heleno que avaliava a possibilidade de apreensão do celular de Bolsonaro como “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável” e como “uma afronta à autoridade máxima” do presidente.

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, dizia o texto.

Naquele mesmo dia, Celso de Mello divulgou o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, que serviu de base para as acusações de que ele tentava interferir na Polícia Federal para proteger familiares e pessoas próximas.

Confira a íntegra da reportagem da piauí.

Redação Sul21


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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