A ocupação do poder no Brasil se deu por meio de uma guerra cultural

Como as redes sociais foram utilizadas para induzir as pessoas a votarem no candidato ungido pelo sistema?

Paulo Cannabrava Filho

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Esta é a segunda de uma série em que desvendaremos os bastidores e os mistérios da eleição e dos personagens que vão assumir o governo em janeiro de 2019. (Leia o primeiro texto aqui) Nesta, tratamos de mostrar como as redes sociais foram utilizadas para induzir as pessoas a votarem no candidato ungido pelo sistema. Fiquem atentos, não percam e divulguem nas suas redes. Imprima e guarde para conferir mais tarde.

Em abril, oito meses antes da eleição presidencial de 2018, o capitão reformado Jair Bolsonaro, candidato do minúsculo partido PSL, que nas pesquisas de intenção de voto perdia para ex-presidente Lula e para todos os demais pré-candidatos, afirmava que já tinha metade de seu ministério escolhido, que não haveria chance de que perdesse a eleição. 

Bazófia? Fanfarronada? O certo é que seus adversários deram pouca importância ao candidato. 

A partir daí ele tratou de, simplesmente, provocar os demais candidatos e transformou a disputa em uma horrorosa exibição de ataques pessoais uns aos outros, xingamentos, ameaças e ofensas até ao mais alto poder judiciário. 

Puro diversionismo. O propósito da disputa ficou pra trás. 

Pixabay
Desde o início do ano, a coordenação da campanha de Bolsonaro estava operacionalizando as redes para seus fins políticos

Tivemos uma eleição para presidente da República em que ninguém ficou sabendo o que cada candidato pretendia fazer com o país e como o faria. Desperdiçaram os momentos de propaganda eleitoral e até mesmo os debates. E o debate final, mais importante, não houve.

O certo, também, é que o capitão candidato sabia o que estava falando. Já estava funcionando um grupo de inteligência com oficiais superiores das Forças Armadas, especialistas em publicidade, comunicação, psicologia e experientes técnicos no manejo de tecnologia de alta complexidade de informática e manejo de redes.

Laboratório no Rio Ocupado

A primeira experiência nesse sentido da qual tivemos conhecimento foi quando agrupamentos do Exército ocuparam a Vila Kennedy, no oeste do Rio de Janeiro. Um conjunto de edifícios construído para abrigar a população da primeira favela desocupada da cidade, no início dos anos 1960, com recursos da Aliança para o Progresso, promovida pelo presidente John Kennedy.

Hoje, elevada à categoria de bairro, com 130 mil habitantes, cercada de favelas que seguramente mais que dobram essa população. Numa primeira abordagem, foram 1.600 militares que logo saíram. No dia seguinte, voltaram com 3.700. Ocuparam de 2 a 26 de março de 2018. Utilizando técnicas de monitoramento no meio digital, observaram um grupo de 150 usuários do WhatsApp. 

Claro que alguns apoiam a intervenção porque acham que vai parar o morticínio. Outros não porque constatam que só aumentam os confrontos e as mortes. O que detectaram com o monitoramento é que as pessoas se perguntavam: 

...de onde veio o tiro? Já foram embora? 

...não sei quem manda aqui... de dia, as Forças Armadas, à tarde, a PM e de noite, o tráfico. 

Outro fato, constatado pela mídia, é que os militares de dia derrubavam com suas potentes máquinas as barricadas que bloqueavam acesso à favela; de noite, o tráfico e o povo tornavam a erguê-las. Evidência clara do fracasso dessas intervenções, que tiveram início com a redemocratização do país. 

Com a ECO-92, ocuparam a cidade com 17 mil soldados. Em 1994, ocuparam o Morro do Borel e várias outras favelas e só saíram em 1995, sem resultados. Em abril de 1995, de novo, desta vez ocuparam a cidade com 20 mil homens. Ocuparam militarmente o Complexo do Alemão e da Maré em 2007, 2010 e 2016. Em março de 2014, a Vila Kennedy foi ocupada e implantaram a 38a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Em 16 de fevereiro foi decretada intervenção militar no Rio. A cidade passou a viver em Estado de Sítio. Em setembro de 2017 foi a vez da Rocinha; em maio de 2018, quando estavam de saída, outra intervenção, com carros de assalto e armamento pesado.

De 1o de Abril de 1964 até a Constituinte de 1988 o Brasil foi governado por militares e só piorou a situação, de todos os pontos de vista, a começar pela corrupção, pela violação dos direitos humanos, pelo massacre dos povos indígenas e dos moradores das periferias.


Manejo e manipulação das redes

O Facebook deixou de ser um espaço de intercomunicação entre amigos faz tempo. Ele trabalha com programas de informática (algoritmos) que monitoram praticamente tudo o que você faz na web, identifica seus pontos de vista para te manter numa comunidade que pensa igual a você; identifica também suas preferências de consumo e, com isso, dirige os anúncios que podem te interessar. Essa mesma tecnologia tem servido para o marketing político e foi, segundo dizem, o que elegeu Trump nos Estados Unidos contra todas as previsões da mídia e dos pesquisadores.

Através do Monitor do Debate Político no Meio Digital da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH - USP), você pode entender e ver como esse monitoramento é feito. 

O EACH - USP tem como coordenadores Márcio Moretto Ribeiro, professor de lógica matemática e ciência da informática, e Pablo Ortellado, filósofo e professor doutor de Gestão de Políticas Públicas. O programa é, segundo o site oficial 

Um projeto que busca mapear, mensurar e analisar o ecossistema de debate político no meio digital. Nossa  ferramenta recolhe todas as matérias de política brasileira de centenas de veículos de comunicação e páginas de Facebook. Atualmente, podemos analisar o número de matérias produzidas e o número de compartilhamentos e comentários de cada matéria por veículo e por categoria agregada; podemos também fazer análises quantitativas das palavras utilizadas nas manchetes e na descrição (lide ou resumo da matéria).

Em 2017, trabalho produzido por Esther Solano Gallego, Pablo Ortellado, e Márcio Moretto monitorou a percepção política entre manifestantes que saíram às ruas em 25 de março em apoio à Operação Lava e em 31 de março, contra a reforma da previdência 

O  propósito é avaliar a hipótese das guerras culturais entre os grupos conservador e progressista, a presença do antipetismo como fator de coesão do novo populismo de direita, que começou a se configurar em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff e continuou convocando manifestações.

As teorias e práticas foram desenvolvidas sobre as ideias de James Hunter e linguista George Lakoff sobre guerras culturais.

Os algoritmos mapeiam e fixam uma fonte de informação (Maria) e todos aqueles que interagem com ela (Pedro) (Luiz) e (Joana) são os nodos ligados por linhas. A partir daí os elos vão crescendo, entrecruzando, formando canais e aglomerados de nodos de acordo com a orientação, política ou sexual, por exemplo. Para entender melhor, visite o site da Universidade de São Carlos, da USP. 

Grafos definem preferência, orientação política, localização geográfica, assiduidade na rede. Através do que podem selecionar o conteúdo mais apropriado para cada caso.


Tecnologia de manipulação de redes deu rumo às eleições

Esses grafos evidenciam que o problema maior não é a fake news (a notícia falsa) em si. O problema real e muito mais grave é que estão monitorando as comunicações e enviando conteúdo, falso ou verdadeiro, dependendo da situação, numa velocidade e quantidade incríveis, através de robôs.

Muitas das mensagens tratam de atribuir a você e à sua turma tudo aquilo de que eles estão sendo acusados. Você o chama de fascista, ele responde que os fascistas são os nazistas (dizendo que o nazismo é de esquerda) e os comunistas e todos os todos os vermelhos  e petistas que vão ser borrados do mapa... 

Desde o início do ano, pelo menos publicamente, a coordenação da campanha de Bolsonaro estava operacionalizando as redes para seus fins políticos.

Utilizaram grupos de operadores do WhatsApp para recrutar e multiplicar apoiadores e operadores. Entre os chamamentos intercalavam pequenas entrevistas gravadas em vídeo, falas curtas do Bolsonaro, piadas contra a esquerda:

  • Precisamos de 10 mil voluntários!

  • Aliste-se no Exército que mais cresce no Brasil!

  • Junte-se ao time de Jair Bolsonaro e ajude  a fazer do nosso país uma nação mais patriota e digna!


Empresários se engajaram com tudo para ganhar essa eleição

Eram muitos e, em todos os Estados, os empresários que se engajaram nessa campanha para derrotar o demonizado Partido dos Trabalhadores. Por isso advertimos que eles viriam com todo o dinheiro do mundo para assegurar a vitória para o que fosse o ungido. Vários disputaram esse privilégio: Joaquim Barbosa, Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin... ganhou um simples capitão malquisto no Exército. Pode?

Eles não só vieram com todo o dinheiro do mundo como trataram de conquistar os votos de seus empregados, seja pela persuasão, seja pelo medo. E, notem bem, utilizando as redes sociais e a comunicação interpessoal do zap-zap. Para ilustrar separamos, como exemplo, os mais evidentes. 

O empresário e pecuarista engenheiro Jorge Izar coordenou a tática de utilizar e manipular as redes. O que ele qualificou como o boca-boca digital num cenário em que 80% da população está plugada. Criaram desses grupos de recrutadores em todos os estados (Época, 9/7/18). 

Criador e coordenador nacional do Vem Pra Rua, ao qual aliou a turma do Brasil Livre e Revoltados On Line, movimentos que estimulam os protestos de rua, Izar responde por seis processo na Justiça, cinco na Prefeitura de Bertioga e um da Prefeitura de Diadema, todos de Execução Fiscal.

Alguém, um político por exemplo, que discursasse ou divulgasse vídeo em favor da preservação do meio ambiente, eles desencadeariam uma enxurrada de notícias e depoimentos dizendo ser uma trava ao desenvolvimento.

Presidente da UDR queria ser ministro

Também teve importante atuação no manejos das redes, na formação de grupos de apoiadores multiplicadores, outro proprietário de grandes extensões de terra no Pontal do Paranapanema e no Centro Oeste, Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista (UDN) se aperfeiçoou na manipulação das redes. A UDR foi fundada em 1985, em Presidente Prudente, com objetivo de batalhar pela legalização da propriedade das fazendas. Hoje a sede está em Brasília e funciona como um lobby dos interesses de agricultores. Ele está indiciado por posse ilegal de terra e incitação ao crime.

Ele queria ser ministro da Agricultura a todo custo. Um problema menor para os generais às ordens do capitão, pois as grandes empresas do agronegócio não o querem nem vestido de espantalho. 

Nabhan, como a maioria dos fazendeiros do Pontal, é grileiro de grandes extensões de terra. As terras que ocupa na região Sorriso, no Mato Grosso, região de fronteira agrícola, também estão sendo apontadas como irregulares. A Wikipédia dedicou o seguinte verbete para esse cidadão:

A entidade notabilizou-se na segunda metade dos anos 1980 por sua disposição beligerante no campo. Entre 1985 e 1989, quando se encontrava no pico de suas atividades, as mortes no campo chegaram a 640. Em 2005, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Terra, deputado João Alfredo (PSOL - Ceará) pediu o indiciamento de um grupo de pessoas, dentre as quais o presidente da UDR, Luiz Antônio Nabhan Garcia, por apropriação ilegal de terra pública, falso testemunho e ameaça. Além dos indiciamentos, o relator pediu que o Ministério Público de São Paulo apurasse o possível envolvimento da UDR com milícias privadas no Pontal do Paranapanema. O relator pediu também a investigação de outras cinco pessoas por fraude envolvendo títulos de propriedade de terras pertencentes à União

O pastor ambulante de R$ 4,6 bilhões

Luiz Nabhan também esteve envolvido no manejo das redes o Movimento Brasil 200 Anos, presidido por Flávio Gurgel Rocha, saiu candidato pelo PRB e pelo MBL e logo desistiu para apoiar o candidato do PSL; também é patrocinador do Movimento Brasil Livre. Dono do Grupo Guararapes Confecções e das Lojas Riachuelo, maior grupo de vestuário e moda do Brasil, avaliado em R$ 4,6 bilhões. Maneja 60 fábricas, 50 irregulares, com mais de 40 mil empregados, 25 mil nas lojas e está respondendo a mais de duas mil ações trabalhistas que superam R$ 35 milhões. Investiu nas ações através das redes porque...

O Trump se construiu no Twitter. Os evangélicos representam 30% da população do país e com eles voltaremos a ser um país sério.

Evangélico, da Sara Nossa Terra, Flávio Rocha é uma espécie de pregador ambulante aéreo, viajando num avião a jato próprio, pregando pelo fortalecimento da família, com coisas do tipo nu na arte é imoral. Foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte em 1986, reeleito em 1990, tem duas graduações em Harvard Business School, a universidade das elites estadunidenses.

Renan Santos, coordenador do MBL, que se empenhou na campanha pró-impeachment da Dilma e na manipulação das redes para eleger Bolsonaro é empresário ligado a uma metalúrgica (Martin Artefatos de Metal) e uma produtora de vídeo, a NCE Filmes. Ele e suas empresas respondem por 16 ações cíveis e 45 trabalhistas e deve para a justiça mais de R$ 4,9 milhões. A família Santos, no total, possui 18 empresas, em áreas diversas, como de esquadrias, construção, lâmpadas e luminárias... e respondem a 125 ações judiciais no Brasil, sendo 118 processos em São Paulo.


Diversionismo, puro diversionismo

Enquanto os candidatos se xingavam nos programas de propaganda eleitoral e nas manifestações de rua, a campanha bem estruturada do PSL comia pelas beiradas e costurava imensa rede de apoio e de multiplicadores. Não era à toa que o capitão dizia com arrogância que tinha certeza da vitória. Tinha conhecimento da fraqueza dos adversários. 

Nas redes e nas mídias só se falava dele. Ninguém discutia nem reagia às barbaridades que cometiam como, por exemplo, diatribes contra as mais altas autoridades da Suprema Corte de Justiça. Nada importava. Todos diziam que não havia clima para golpe e o golpe já estava consumado. É isso.

Para o PSDB, nas palavras de sua grande vestal, Fernando Henrique Cardoso (Príncipe da Privataria) foi uma hecatombe. O grande líder agora é o João Dória, ultra-direitista, arrebanhando o que sobrou para somar-se à frente de apoio do presidente eleito.

O MDB — aliás PMDB, essa mudança de nome é uma ofensa aos fundadores da sigla e àqueles que conduziram a frente democrática que derrotou a ditadura, conseguiu anistia, eleições diretas e Constituinte. 

O PMDB/MDB do Temer, vergonha das vergonhas, estando no governo, está agora juntando os cacos para também somar-se à frente governista. Nasceu para isso. Não podem ficar fora do governo.

Contudo, nem tudo “são” desgraças. O PT está inteiro, o PDT e o PSOL cresceram, o PCdoB também está inteiro, há gente decente, democrática e nacionalista em todos os demais partidos e, principalmente, nos movimentos sociais populares para formar a necessária Frente de Salvação Nacional. 

Como disse o fotógrafo mundialmente conhecido Sebastião Salgado à televisão francesa: "Bolsonaro teve 55 milhões de votos, mas 80 milhões disseram não".

Para formar a frente, o caminho não será fácil. Terão que se preparar para ir à guerra. Essa guerra cultural, mais psicossocial do que política, que utiliza tecnologias de quinta geração. Pegamos alguns exemplos para mostrar como é que fizeram a manipulação das redes.

O que é também grave nisso tudo é que todas essas coisas estavam sendo publicadas pela mídia comercial e de massa. Faltou atenção, sobrou emoção.

A Frente de Salvação Nacional, dizíamos, tem que ser ampla e contar com a presença de militares. Sem a presença de membros das Forças Armadas eles estarão contra e se estiveram contra, reagirão com violência. Inclusive o José Dirceu sugeriu que era necessária a aproximação com os militares. Prevaleceu o preconceito.

Vejam o que diz o Instituto Liberal, que já foi baluarte do liberalismo:

O medo eterno que alguns intelectuais e formadores de opinião têm frente aos militares mostra-nos como estamos sob uma democracia imatura e profundamente paranoica. Todas as democracias maduras, consolidadas e que respiram o princípio da liberdade como motor principal de suas decisões, sabem bem mesclar civis e militares nas competências que o Estado demanda na gerência da sociedade […]

O pensamento acima foi extraído antes de que se deixassem contaminar completamente pelo neoliberalismo com hegemonia do capital financeiro. E está correto. Mas é preciso que haja confluência entre militares e civis em torno de um projeto nacional.


Como funciona e o que mostram os programas de monitoramento político

Os grafos separam o que é esquerda e o que é direita. O primeiro Grafo representa a pesquisa realizada na manifestação contra a reforma da Previdência. A maioria discordou das perguntas no cluster da esquerda e concordou com as do cluster da direita. 


O segundo grafo, sobre manifestação de 26 de março na Avenida Paulista, bem heterogênea, com manifestantes do Vem pra Rua, Movimento Brasil Livre, Partido Novo, Movimento de Restauração da Monarquia e outros, todos da direita antipetista. Vê-se forte apoio à Lava Jato, contra corrupção, contra o desarmamento entre outras.



Reportagem da revista Época (11/6/18) mostra como é possível mapear as interações através de temas e pessoas, qualificando o nível de interesse e as posições com relação ao tema ou ao personagem referente ao tema. O grafo, feito pela equipe pelos dois professores da USP já mencionados, mostra a evolução do debate político no Facebook de junho de 2013 a março de 2016. O que se estava monitorando, entre os que tinham orientação pró-Lula, como interagiam PT, PSOL, MST, Feminismo, LGBT, Anonymous, Direita Conservadora, Movimento contra corrupção, Democrático, PSDB, Passe Livre, etc.


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Este grafo, mapeando o processo eleitoral, com usuários de preferência pró Lula, publicado por Época (27/8/18). Teve um alcance de quase 5 milhões de likes, quase 500 mil compartilhamentos por semana e 117 postagens por dia.


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O grafo de pesquisa monitora o apoio ao juiz Sérgio Moro, realizada entre usuários do face de orientação partidária pró Bolsonaro e de indivíduos com orientação partidária contra Lula e Ciro. Resulta de pesquisa que alcançou 17,6 milhões de likes, 4,33 milhões de compartilhamentos por semana com a produção de 1.387 postagem diárias de conteúdo.

Os nós mais consistentes indicam maior concentração sobre um mesmo tema como Fora Temer, Lula livre, Ciro Presidente, Frente Progressista.

Este artigo ficou um pouco largo, talvez até pesado, mas espero que sirva para ajudar a compreender que eleição não é um simples confronto entre candidatos em disputa por votos. Para entender e saber manejar-se na política é preciso primeiro aprender a ler. Gente, tudo o que está escrito saiu nos jornais e poucos leram e menos ainda entenderam do que se trata. 

O terceiro capítulo dessa análise de conjuntura está dedicado a mostrar como foi a participação de militares de alta patente nessa operação de guerra que permitiu a captura do poder por uma força de ocupação.

*Jornalista, editor de Diálogos do Sul. Para melhor entender o processo eleitoral e suas consequências, ler do mesmo autor, A Governabilidade Impossível – Reflexões sobre a Partidocracia Brasileira – Alameda Editorial, 2018.

*Ilustrações: tt Catalão

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