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Cannabrava | O que é a invasão do Capitólio diante dos problemas enfrentados pelo império em declínio?

Inflação, desemprego, miséria e avanço da Covid têm tirado sono de Joe Biden, que vê sua economia totalmente dependente da China para se manter ativa
Paulo Cannabrava Filho
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

Joe Biden tem muito com que se preocupar, mais além do imbróglio provocados por Donald Trump e seus asseclas. O magnata teve 70 milhões de votos e se crê, por isso, deus.

Não aceitou até agora o resultado das eleições e promete que continuará lutando, que voltará ao poder no próximo pleito. Enquanto isso, os extremistas que protagonizaram o assalto ao Capitólio no dia 6 de janeiro não foram punidos.

Trump anunciou que daria uma coletiva de imprensa que parece não se concretizou, mas Biden falou e culpou Trump pelos conflitos. Lá como aqui, uma polarização nada saudável, criada em torno de palavras e mentiras.

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Deste quarta-feira, as autoridades locais e nacionais tomaram medidas de reforço na segurança e afirmam haver nenhuma possibilidade de que se repitam atos de vandalismo como os do ano passado.

Inflação, desemprego, miséria e avanço da Covid têm tirado sono de Joe Biden, que vê sua economia totalmente dependente da China para se manter ativa

Twitter reprodução
As autoridades locais e nacionais estão tomando medidas de reforço na segurança

Os EUA têm mais com que se preocupar

Jimmy Carter, ex-presidente do país, em artigo publicado no The New York Times, disse que a nação balança à beira de um abismo crescente. Admite o risco de um conflito civil que pode pôr em risco a democracia e chama à união de todos para trabalhar pelo país. 

Carter eu conheci quando trabalhei na Comissão de Negociação para os Tratados que devolveram o canal interoceânico para o Panamá.

Internamente, a pandemia da Covid-19 que parece incontrolada, com 480 mil novos infectados a cada dia e 3.500 mortos diários. Isso diante de um total de mortes que já ultrapassa 840 mil e poderá chegar rapidamente ao milhão. Não é brincadeira. 

Em nenhuma guerra, nem mesmo na guerra civil, que foi um morticínio de 300 mil mortos, o número se iguala. Os jornais criticam que Biden está muito devagar com os testes da Covid-19.

Nos Estados Unidos não existe um Sistema Único de Saúde como o nosso SUS. Inflação e desemprego são crescentes. As famílias moram em acampamentos, pois não têm dinheiro para seguir pagando aluguel ou a prestação da casa. A inflação já alcança 4,7% nos bens essenciais, como energia e alimentos.

Com a agitação social provocada pelos radicais, a questão das novas tecnologias também apavora os estadunidenses. Hoje você compra um drone por quaisquer cem dólares, poder levar chips como poder carregar artefatos bélicos.  

Um ano ap´´os ataque ao Capitólio, 3 em cada 4 republicanos ainda duvidam da vitória de Biden

China como inimiga externa

Os EUA estão mesmo preocupados é com a China que, se colocar o pé no freio en sua economia terá, nos Estados Unidos, o reflexo equivalente a um terremoto. 

Eles precisam que a China cresça para mover sua economia doméstica. Parece incrível, mas é assim o grau de dependência. Além de maior parceira comercial, a China detém o maior volume dos títulos da dívida.

E há realmente com que se preocupar. A China está dando um baile nos ianques, em todos os setores, a começar com a erradicação da pobreza, alcançada pelos chineses em 2020, até na corrida espacial. Xi anunciou que será a maior potência e já está dando mostras de que está realmente preparada para isso.

Paulo Cannabrava Filho é diretor-editorial da Diálogos do Sul


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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Paulo Cannabrava Filho Iniciou a carreira como repórter no jornal O Tempo, em 1957. Quatro anos depois, integrou a primeira equipe de correspondentes da Agência Prensa Latina. Hoje dirige a revista eletrônica Diálogos do Sul, inspirada no projeto Cadernos do Terceiro Mundo.

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