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Cannabrava | Ofensiva de Israel para acabar com os palestinos

Polícia israelense segue com operações de prisões em massa de cidadãos palestinos que vivem em territórios ocupados por Israel
Paulo Cannabrava Filho
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

25 mortos e mais de 70 feridos no terceiro dia de escalada de Israel contra os palestinos. Os mortos são jovens líderes, mulheres e quatro crianças. Os sionistas que declararam que o Estado de Israel é para judeus, não discriminam: basta ser palestino ou mesmo árabe para ser alvo de bombardeio. Foi morto o comandante Ali Hassan, da unidade de mísseis Al-Quds.

Segundo o primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, o bombardeio de Israel contra cidadãos qualificou como horrível massacre e ato de terrorismo de Estado organizado. Comunicado oficial diz que a agressão traduz a prática da doutrina da matança, a incineração e o genocídio, que o poder do ente ocupante professa durante muito tempo contra os palestinos.

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Reivindicando direito de autodefesa, desde a Faixa de Gaza os palestinos do Hamas e da Jihad Islâmica dispararam uns 500 mísseis sobre cidades israelenses. Mas os danos foram irrelevantes comparados com o estrago feito pelas forças armadas de Israel, armada e financiada pelos Estados Unidos.

Tão grave foi a violação dos direitos por Israel que a ONU teve que se manifestar contra essa escalada de violência iniciada por Israel, com a clara intenção de borrar do mapa a Palestina e o povo palestino. 

Cannabrava | Palestina vive estrangulada por Israel, mas está viva e luta pela libertação

Tor Wemesland, Coordenador Especial para o Processo de Paz no Oriente Médio, da ONU, qualificou de inaceitável a morte de civis. Menciona em nota oficial a morte de 13 palestinos, 3 membros da Jihad Islâmica, um médico, cinco mulheres e quatro crianças e mais de 20 feridos, em ação militar na terça-feira (9).

O conselho da Liga Árabe realizou reunião de emergência também na terça, no Cairo, e encaminhou na quarta-feira pedido à Corte Penal Internacional para que investigue os crimes de lesa humanidade perpetrados por Israel, seja através de assentamentos, anexações de território, deslocamento forçado de pessoas, assassinatos seletivos e bombardeio sobre população civil. As agressões não se limitam sobre a Faixa de Gaza, afligem também Jerusalém, Jenin, Nablus, Jericó e Ramallah.

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A declaração da Liga Árabe exige que o Conselho de Segurança da ONU assuma sua responsabilidade de manter a paz na região e pressione Israel a não seguir atacando mulheres e crianças.

Também o Parlamento Árabe repudiou o ataque e reiterou a necessidade de se tomar posições positivas e sérias para deter os ataques e estabelecer o estado independente com Jerusalém como capital.

Polícia israelense segue com operações de prisões em massa de cidadãos palestinos que vivem em territórios ocupados por Israel

IHH/Flickr
Palestinos recebem a notícia da morte de entes queridos após bombardeio de Israel – Gaza, 20 de novembro de 2012

A chancelaria da França também emitiu nota repudiando as agressões contra a população civil e manifestando preocupação pelo que qualificam de nova escalada de Israel. Igualmente o governo do Líbano e o Hizbolah manifestaram solidariedade para com a luta do povo palestino.

Essa escalada ocorre um ano depois do assassinato da jornalista Shireen Abu Akleh, da TV Al Jazeera, quando cobria ataque dos soldados sionistas à cidade de Jenim, no norte da Cisjordânia.

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O 11 de maio foi declarado pela Liga Árabe como o Dia da Solidariedade Global com a Mídia Palestina, ocasião para despertar atenção da opinião pública, das elites jornalísticas e intelectuais, bem como dos organismos de direitos humanos, sobre a necessidade de denunciar as práticas e os planos sistemáticos de Israel.

O ministério de Relações Exteriores do Irã destacou que a agressão sionista se realiza em vésperas do Dia da Nakba, em que se rememora 75º aniversário da tragédia palestina, da expulsão de milhões de palestinos de suas casas e território.

Paulo Cannabrava Filho, jornalista editor da Diálogos do Sul e escritor.
É autor de uma vintena de livros em vários idiomas, destacamos as seguintes produções:
• A Nova Roma – Como os Estados Unidos se transformam numa Washington Imperial através da exploração da fé religiosa – Appris Editora
Resistência e Anistia – A História contada por seus protagonistas – Alameda Editorial
• Governabilidade Impossível – Reflexões sobre a partidocracia brasileira – Alameda Editora
No Olho do Furacão, América Latina nos anos 1960-70 – Cortez Editora

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Paulo Cannabrava Filho Iniciou a carreira como repórter no jornal O Tempo, em 1957. Quatro anos depois, integrou a primeira equipe de correspondentes da Agência Prensa Latina. Hoje dirige a revista eletrônica Diálogos do Sul, inspirada no projeto Cadernos do Terceiro Mundo.

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