Não tem outro jeito… tenho que falar da eleição nos Estados Unidos…. Tem gente que nem dormiu esta noite, torcendo e sofrendo como se fosse um jogo terminal da Copa do Mundo para a nossa seleção.
Então vamos lá.
Primeiro recado. Nossos problemas terão que ser resolvidos aqui e por nós. Não será nenhum país, nenhuma solução de fora, muito menos dos Estados Unidos que resolverão nossos problemas. Nossos problemas só serão resolvidos quando houver entendimento de que a nossa luta é de libertação nacional.
Para o New York Times e para a CNN, Biden já ganhou essa parada. Para o vetusto jornal de Nova York, o que está em disputa é o Presidente (Trump) vs a Democracia, asseverando que foi um período sombrio e perigoso para a democracia. Até o fechamento desta matéria, ambos estimavam Biden com 253 e Trump com 214 delegados. A CNN diz que a Vitória de Biden será 49,6 contra 48,9 de Trump.
Gente, é o mesmo que um empate técnico. Ademais, Trump, de fato, assusta. A indefinição que se prolonga na lentidão da contagem dos votos deixa todo mundo nervoso e afeta o mercado.
Quantos serão os delegados? Como reagirá a Justiça. Se recorrer à Justiça passam por duas instâncias na justiça estadual e uma terceira instância federal. Pode ir direto para a federal, isto é, a corte suprema? pode. Aí seria mais rápido o resultado. Trump alega fraude diz que não aceita, e Biden diz o mesmo, que só aceita a vitória.
Finalizando, Biden diz que governará para todos, sejam trumpistas ou democratas.

Casa Branca
Não será nenhum país, nenhuma solução de fora, muito menos dos Estados Unidos que resolverão nossos problemas.Continua após o anúncio
Tem mais. Lembram de Al Capone? O grande capo mafioso, das primeiras décadas do século passado, matou, roubou, trambicou o quanto quis, impunemente. Foi preso por burlar o fisco. Se há uma coisa que eles levam a sério lá, é o dinheiro. Tem gente apostando que Trump assim que perca o mandato poderá ser preso, julgado e condenado por fraude fiscal, lavagem de dinheiro e outras trambicagens.
Essa é a situação deles.
Na Europa, é visível a preferência por Biden. A França, segundo as autoridades, continuará fiel, até que surja um governo que decida libertar o país das tropas estadunidense e do dólar.
A China sabe que não fará muita diferença a troca de partido na Casa Branca. Conhece a índole dos falcões. O que preocupa o PCC é a possibilidade de conflito.
Por causa disso tem que se armar e promete que, em pouco tempo, terá, de novo, a maior marinha do mundo. Rússia e China juntos já formam um poder de dissuasão invencível. Agressões certamente causarão danos, mas haverá um único derrotado. Imagine?
Os EUA perderam a guerra para o Vietnã, aquela pequena península. Um povo armado com a ideologia da libertação nacional é invencível e infringiu vergonhosa derrota à maior potência bélica.
Hoje essa potencia bélica serve só pra assustar ou domesticar os países periféricos..
A Síria aproveita o momento para exigir a retirada das tropas estadunidense e o apoio que o Pentágono dá a bandos terroristas que mantêm o país em interminável guerra civil.
Assim mesmo, nem tanto. Veja o caso do Irã, que resiste ao bloqueio e à guerra cibernética. Tem uma chance de aliviar a tensão. Foi de Barack Obama, do partido democrata, o acordo nuclear com o Irã firmado pelos pelos países europeus seus aliados. Trump unilateralmente rompeu com o acordo. A pergunta que fazem todos os iranianos: Biden, que era vice de Obama, se eleito, voltará às boas respeitando o acordo?
Uma coisa é certa. A correlação de forças no mundo mudou. O mundo será outro no pós-pandemia. Disso ninguém duvida. As relações com o mundo precisam ser reinventadas. Os Estados Unidos terão de se reinventar ou irão para o lixo da história sem a menor glória.
E a situação aqui entre nós?
Tem jornalista dizendo que generais do estado maior estão torcendo por Biden, com esperança de que o capitão que ocupa a presidência troque o radicalismo terraplanista por uma posição mais pragmática nas relações exteriores e questões climáticas. Insinua-se que o general Mourão, o vice, estaria nesse lado.
Sintomático. Querem dar uma de “João sem braço”…. foi ele não fomos nós….
Nesta quarta-feira (4), como anunciado, o Senado aprovou o projeto de lei que livra o Banco Central da tutela do Estado. Vai atuar para o outro Estado, o paralelo, aquele que realmente manda, a ditadura do capital financeiro. Agora o decreto foi para a Câmara Federal. Será que ainda haverá alguns parlamentares com sentido de pátria pra derrubar esse projeto?
A Câmara dos deputados é mais sensível à pressão popular. Há precedentes. Poderia haver uma grande pressão da sociedade para mudar isso, mas, parece que a sociedade não está preocupada com a pátria. Nada acontece.
Nós provamos, insistentemente, que por mais de dez motivos a eleição de 2018 deveria ser anulada. Vários partidos entraram com impugnação. Mas a Justiça brasileira estava mais preocupada em afastar e condenar o Lula do que fazer valer a Constituição e o Código Eleitoral.
Somente agora, segundo a Revista Fórum, o ministro Luís Felipe Salomão liberou uma dessas ações que corre no tribunal para julgamento. Trata-se da ação movida pelo PDT, já que a candidatura de Ciro Gomes foi prejudicada. A denúncia se referia ao envio de mensagens em massa pelo whatsapp, utilizando inteligência artificial e pagando por esse serviço, o que foi confirmado pela empresa.
Veja o dano que esse governo tem proporcionado ao país que poderia ter sido evitado com a simples anulação do pleito antes mesmo da posse, ou no primeiro ano. A história cobrará e é implacável. Ficaram na lista dos traidores da pátria, responsáveis pela falta de segurança jurídica, desmontagem da máquina pública, desfazer dos ativos nacionais e desnacionalizar a economia.
Já é tarde. Eles avançaram muito na destruição do país e estão prontos para implantar o caos. Mas nunca é tarde demais no tempo histórico.
* Paulo Cannabrava Filho é jornalista, editor chefe da Diálogos do Sul e autor de vários livros, dentre os quais: “Resistência e Anistia“.
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