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Catalunha: Independentistas criam Parlamento alternativo

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

“Puigdemont é e continua sendo presidente da Catalunha”.

Carles Puigdemont
Carles Puigdemont

O vice-presidente da Generalitat de Catalunha, Oriol Junqueras, assegura que Carles Puigdemont continuará seu mandato até que “a cidadania decida o contrário”.
Ö presidente do país é e continuará sendo Carles Puigdemont e a presidenta do Parlamento é e continuará sendo Carme Forcadell, pelo menos até o dia em que a cidadania decida o contrário em eleições livres” asseverou Junqueras neste domingo em artigo no diário El Punt-Avui.
Também assegurou que Catalunha não pode reconhecer o “golpe de Estado contra Catalunha”, nem quaisquer decisões antidemocráticas que estão sendo adotadas pelo governo do Partido Popular (PP)
O também líder da Esquerda Republicana (ERC) advertiu que nos próximos dias o governo deverá “tomar decisões”  e que “nem sempre serão fáceis de aceitá-las”, ao mesmo tempo em que disse que haverá “momentos de incertezas, dúvidas ou contradições” entre o que se quer conseguir e o caminho para se obter.
“A República Catalã nasceu, não com a fortaleza que queríamos, mas sim com a legitimidade das urnas”, afirmou Junqueras, enquanto recordava “a participação histórica” nas eleições e a celebração de “um referendum heroico”.

Independentistas criam um Parlamento alternativa para Catalunha

Os independentistas na Catalunha tem um organismo pronto para substituir os poderes executivo e legislativo da Catalunha no caso de ser inabilitado o atual.
A secessão  catalã contra com a chamada Assembleia de Eleitos da Catalunha (AECAT), organismo criado pela Associação de Municípios pela Independência (AMI) e cujo objetivo é substituir os poderes executivo e legislativo da Catalunha no caso de ser desabilitado, informou o jornal local El País.
O presidente da independentista organização Assembleia Nacional Català, Jordi Sánchez, preso neste momento, já anunciou na semana anterior que “chegou o momento da assembleia dos eleitos.”
“O mundo entenderá a voz legítima dos eleitos se o Estado liquida com nosso governo e com nosso parlamento”, declarou Sánchez.
La AECAT é um órgão recém-formado cuja autoridade não está reconhecida por nenhuma lei. É composta por uns quatro mil postos eleitos –ajuntamentos, comarcas, e outros- que motivados pela ativismo independentista se inscreveram numa base de dados.
A AMI, constituída oficialmente em 14 de dezembro de 2011 e formada por 989 ayuntamientos – de um total de 948 que há na Catalunha- assegura que tudo está pronto para que a  AECAT se constitua e releve as instituições políticas que estiveram desabilitadas por Madrid.
O diário informa que os estatutos e funcionamento estão desenhados e prontos para serem executados, embora alguns detalhes, como os lugares de reunião permaneçam em segredo.
Os membros do organismo que pretende substituir o Parlamento, que na sexta feira declarou a independência da Catalunha da Espanha, contam com uma um cartão pessoal de identificação com um código QR incorporado.
Fontes da ANC dizem que a AECAT tem que estar pronta “para se for necessário”, pois “o plano é manter o governo e o parlamento operativos”
De fato, a presidenta da AMI, a dirigente do Partido Democrata Europeu Catalã (PDeCAT) Neus Lloveras, assegurou há menos de uma semana ao semanário catalão El Temps que não acreditava que chegasse a ser necessário constituir a assembleia de eleitos.
Depois que o Parlamento catalão declarou a criação de uma república catalã, o governo central colocou em vigência medidas estabelecidas no artigo 155 da Constituição da Espanha, entre elas, o fim do presidente Carles Puigdemont, do governo em pleno e de grande parte das instituições públicas.
Os independentista argumentam que o referendo de 1 de outubro lhes deu um mandato popular para declarar a independência. Não obstante, menos da metade dos chamados a votar compareceram às urnas. Um referendo, que por outro lado foi declarado ilegal pelo Tribunal Constitucional.
*Original de Resumen Latinoamericano
 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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