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#Cinemateca / O Dia Que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Documentos secretos e gravações originais da época mostram a influência do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil em 1964. O documentário destaca a participação da CIA e da própria Casa Branca na ação militar que deu início a ditadura. O Dia que durou 21 anos é dirigido por Camilo Tavares.

Cinemateca Diálogos do Sul*

O Dia que Durou 21 Anos é um documentário brasileiro, dirigido por Camilo Galli Tavares (Cidade do México, 1971), sobre a participação do governo dos Estados Unidos na preparação, desde 1962, do golpe de estado de 1964, no Brasil.

O Dia que Durou 21 Anos produzido pela Pequi Filmes estreou nos cinemas brasileiros em 29 de março de 2013 e teve também uma versão para televisão, exibida anteriormente, dividida em três episódios de 26 minutos cada.

O filme tem como ponto de partida a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, e prossegue até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. Em troca de sua libertação, 15 presos políticos são soltos e posteriormente banidos do país. Um deles, o jornalista Flávio Tavares, 27 meses depois de se radicar na Cidade do México, seria pai de Camilo, o cineasta cujo nome é uma homenagem ao padre católico e guerrilheiro colombiano Camilo Torres, morto em 1966.

Inicialmente, o filme fora concebido para contar a história do pai do diretor, o jornalista Flávio Tavares, militante da oposição ao regime militar de 1964.

Porém, ao ter notícia da existência de um fabuloso acervo documental sobre a deposição do presidente João Goulart que os Estados Unidos vêm franqueando ao público desde os anos 1970, Camilo Tavares mudou seus planos e decidiu abordar a participação do governo norte-americano na conspiração que resultou em uma ditadura de 21 anos (1964 a 1985) no Brasil.

O diretor se beneficiou de três volumosos pacotes de documentos, com divulgação autorizada pelo governo dos Estados Unidos, sendo que uma parte fora obtida pelo repórter Marcos Sá Corrêa e condensada no seu livro 1964 Visto e Comentado pela Casa Branca, de 1977.

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O papel da mídia no Golpe de 64

[/pullquote]Havia também as gravações sonoras, liberadas para o público em 1999, pela Biblioteca Presidencial Lyndon Baines Johnson, e os papéis e áudios difundidos em 2004 pela organização não governamental The National Security Archive.

Além disso, o cineasta buscou mais informações em outras bibliotecas que conservam a memória de dois presidentes estadunidenses – John Kennedy (1961-1963) e Lyndon Johnson (1963-1969) – e em emissoras de televisão dos Estados Unidos.

Assista o documentário:

 

Confira também o que disse Camilo Tavares na pré-estreia do documentário

 

https://youtu.be/elGJr5QkqVk

 

Ficha Técnica

Direção Camilo Galli Tavares
Roteiro Camilo Galli Tavares
Género Documentário
Música Dino Vicente
Cinematografia André Macedo
Edição Cesar Tuma
Lançamento 2012
Idioma português

Prêmios

  • St Tropez International Film Festival (França) Melhor Documentário Estrangeiro
  • 22° Arizona International Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri
  • 29° Long Island Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri
  • Melhor Documentário Brasileiro 2013 – APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte)

Fonte: Wikipédia


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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